catolicoresp

Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Archive for abril 2011

Truque Lógico: Paradoxo da Pedra

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Temos aqui um truque lógico interessante que visa mostrar que a onipotência é uma característica impossível. Ele se dá por essa pergunta: Deus pode fazer uma pedra que Ele não possa levantar?

Dessa forma, teríamos 2 opções possíveis:

  1. Não. Então Ele não seria onipotente, pois Ele tem uma limitação(de fazer a pedra).
  2. Sim. Então Ele não seria onipotente, pois Ele tem uma limitação(de levantar a pedra que Ele criou).

Bom, como refutar o argumento? Logo de início, temos que ir observar se a pedra pode ou não ser criada. Para que ela possa ser criada, ela não pode ser logicamente incoerente. Pois se algo é logicamente incoerente, então, na verdade, o problema desse objeto existir está no próprio objeto: Ele não pode existir. Dessa forma, a não criação desse objeto não é uma limitação dos poderes de Deus, pois o problema é no objeto em questão.

Por exemplo: Deus pode criar um quadrado com três vértices? Não, Ele não pode porque o quadrado tem,  por definição, quatro vértices. Portanto, a limitação não está na capacidade de Deus em criar o objeto, mas sim no próprio objeto, que é logicamente impossível. A não criação do quadrado de três vértices não representa uma limitação de Deus e por isso não é uma forma de demonstrar que Ele não é onipotente(ou que a Onipotência é ilógica). Deve-se avaliar onde está a limitação de tal criação: No objeto, ou no ser onipotente. No caso do quadrado, é no objeto.

Dessa forma, para avaliarmos o argumento acima temos que pensar se a pedra que Deus não pode levantar é algo logicamente consistente. E logo percebemos que não é, pelo seguinte raciocínio:

  1. Deus é onipotente, ou seja, Ele pode criar ou levantar qualquer objeto.
  2. A pedra não pode ser levantada por um ser onipotente.
  3. Porém, um ser onipotente pode levantar qualquer coisa.
  4. Portanto, uma pedra que não pode ser levantada por um ser onipotente não pode existir por ser ilógica.

Isso serve para a pedra ou para qualquer outro objeto que não possa ser levantado por um ser onipotente. Por definição, um ser onipotente pode levantar qualquer coisa, portanto qualquer coisa que não puder ser levantada por Deus(ou qualquer outra suposição de ser onipotente) é ilógica e, portanto, não pode existir por uma limitação do próprio objeto, e não do ser onipotente, não oferecendo risco algum à onipotência.

Conclusão:

Basta mostrar que a pedra não pode ser criada por ser impossível logicamente e, portanto, o problema está nas características da pedra. Dessa forma, a não criação da pedra não é um problema para a Onipotência, mostrando que o truque lógico é falho. A limitação é do objeto e não do ser Onipotente.

Written by catolicoresp

29/04/2011 at 14:13

Expelled: No Intelligence Allowed

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Bom, decidi ver(depois de muito tempo) o filme Expelled: No Intelligence Allowed, com Ben Stein. Os links do filme(legendado) que vi estão no final do post, para quem tiver interesse.

Bom, o vídeo visa mostrar o preconceito contra a idéia de Design Inteligente mesmo que nem mesmo seja apresentada a hipótese de Deus. Tal preconceito está tão forte que professores foram demitidos de seus trabalhos apenas pela menção da teoria em sala de aula!

Percebe-se, pelo documentário, que está havendo um forte bloqueio contra qualquer hipótese de Desingner, e a defesa da Teoria da Evolução, de Darwin, já não é mais somente científica, mas também é uma tentativa de manter o ateísmo funcionando sob a mentira de que a Teoria da Evolução é conflitante com a existência de Deus. O compromisso com a verdade e a liberdade de expressão foram se perdendo para dar lugar aos desejos pessoais de alguns cientistas.

Na parte 9 do vídeo há, inclusive, uma cena um tanto engraçada: Ben Stein entrevista Richard Dawkins, que demonstra acreditar no Desing Inteligente… Dawkins tem, na verdade, um problema com um tipo de Designer: Deus. O que dizer sobre a teoria de Dawkins?

A meu ver, a tese de que alienígenas(por exemplo) implantaram e direcionaram a vida na Terra para ser como ela é não é uma tese que resolve o problema da complexidade da vida. Afinal, os alienígenas também precisam ter evoluído, não é? A tese de que vieram alienígenas e manipularam a vida na Terra, a meu ver, gera mais problemas do que resolve, pois além do problema da complexidade da vida agora temos o problema de encontrar tal vida Extra-Terrestre incrivelmente inteligente.

Não que seja uma teoria impossível, obviamente. Mas o grande foco aqui é: Pporque não avaliar o Desing Inteligente na perspectiva científica? Não estou dizendo que Deus fez isso. Estou dizendo que algo fez isso. Não estou pedindo que, ao aceitar o Design Inteligente eles aceitem uma divindade. Só estou pedindo que avaliem a teoria. No mais, é melhor vocês verem por si sós o vídeo, pois acho que não há nada melhor que ele para perceber a situação problemática que está ocorrendo.

Links:

Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5Parte 6Parte 7Parte 8Parte 9Parte 10

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26/04/2011 at 14:23

Blog “neoateismo” – Porque ignorá-lo?

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Bom, alguns devem ter visto que o neoateu tem uma certa… Atração por mim e pelas minhas respostas. O motivo eu ainda não entendi, provavelmente porque ele gosta mesmo de trollar. Por isso, me veio a impressão de que esse mesmo cara criou o blog neoateismo e decidiu me trollar.

Dessa forma, vou apenas dar esse post de explicação. Os donos do formspring e do blog, se não forem a mesma pessoa, serão ambos ignorados. Agora vejamos os motivos:

Em primeiro lugar, ele admite ser um neo-ateu. O Snowball01 já colocou muito bem a diferença de ateu tradicional e neo-ateu aqui. Se a pessoa em questão tem consciência de que tem essas 4 características, de que adianta debater com ela? Ele tem consciência de que os argumentos dele são ruins, que o discurso dele tem baixa qualidade e que ele se usa de falácias. Pra que, então, discutir com ele? A fé dele é completamente cega, e se baseia em trollar os outros. Um indivíduo desse não pode sinceramente esperar que eu responda o que ele diz.

Em segundo lugar, vale a desonestidade, que posso usar como exemplo o post no qual fui trollado, citado acima. Nesse link, ele manipula diversas falas minhas. Em primeiro lugar, ele pega uma pergunta já sem seu contexto. Bom, a pergunta é essa.

De fato, há um equívoco meu na questão ao não me referir que a Igreja é somente contra a pesquisa de células tronco embrionárias(tal como citei no post feito nesse blog). Porém vamos investigar o motivo de tal equívoco. Em primeiro lugar, cometi o erro de deduzir que a pessoa que estava conversando comigo sabia qual era o tipo de células tronco(pois julguei como conhecimento mínimo). Em segundo lugar, aprendi que com os neo-ateus quanto menos você escrever e mais direto for, menos chances deles manipularem o que você disse(portanto, não valia muito a pena todo o discurso para citar outros tipos de células tronco).

E, pra finalizar, a especificação da pergunta. A pergunta foi bastante específica: “Pq sua religião/seita é contra as pesquisas de células tronco?”. Ou seja, ele foi bastante específico: Porque a Igreja é contra a pesquisa? Fui direto ao ponto no qual a Igreja tem um problema com a pesquisa: O assassinato dos embriões. Se a pergunta foi específica, porque ficar falando de outros pontos?

Agora falemos um pouco do post do neo-ateu. A primeira pergunta nas imagens dele eu já citei, e a segunda é essa, e ele pegou somente um trecho(inclusive ele excluiu a pergunta), pegando uma frase fora de contexto. Quem leu a pergunta por inteiro percebeu que, desde o princípio, eu estava me referindo somente às células tronco embrionárias, pois estava me referindo ao assassinato em massa promovido pelas pesquisas. Com o contexto colocado, a frase no final faz todo sentido, não? A pergunta fazia uma acusação ao meu senso de moral “ser abaixo de zero”, acusação à qual eu estava refutando.

Finalizadas as análises das minhas perguntas, vamos ver os comentários feitos por ele sobre elas. Ele afirma que eu disse que “só havia uma forma de CT[células tronco]”. Em primeiro lugar, se eu tivesse dito isso em uma das perguntas não foi claramente. Em segundo lugar, se eu não soubesse que havia outros tipos de células tronco, porque eu ficaria o tempo inteiro colocando “Células Tronco Embrionárias”, especificando o tipo de CT? Se eu achasse que era somente um tipo, eu simplesmente diria “Células Tronco”, e não ficaria colocando o que especificava o tipo(embrionária).

Depois, ele simplesmente deu chiliques me xingando(pra variar), como se isso refutasse os argumentos expostos por mim. Perceba que ele fez o post somente para me agredir, pois ele não refuta nenhum dos meus argumentos. Como dar atenção a uma pessoa como essa?

Inclusive, ele diz que eu “me acho o mega-fodão” e por isso “não posso estar nem 0,0001% errado”. Agora eu queria saber onde eu disse isso, pois sempre sou o primeiro a afirmar que tenho muito o que aprender.

PS.: Simplesmente estou ignorando a referência dele à falta de comentários feito por Jesus sobre a existência da citação de Vírus e bactérias na Bíblia. Esse argumento é patético e eu refutei aqui, aqui e aqui. Esse “aateu” é outro que faz parte da minha lista de ignorados, pois quem ler as perguntas dele(e as respostas do formspring dele) vai perceber que ele é só mais um troll.

Written by catolicoresp

22/04/2011 at 14:44

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Técnica: A Ciência nunca provou Deus!

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Essa é um tanto perturbadora, porque mexe com uma técnica bastante utilizada chamada Inversão de Planos(vou falar mais adiante). Os ateus adoram usá-la não somente no sentido de Deus, mas também no sentido de alma, anjos e qualquer ser metafísico. Ele viria com um papo mais ou menos assim:

  • NEO-ATEU: Deus nunca foi provado cientificamente!
  • REFUTADOR: E daí?
  • NEO-ATEU: Isso indica que você e sua fé não tem base científica alguma, Deus nunca foi provado cientificamente, ou seja, você é irracional em acreditar em Deus. Já os ateus, são racionais ao acreditar que não há um Deus!

Temos alguns pontos para ressaltar enquanto discutindo esse argumento:

(A) Ausência de Evidência não é Evidência de Ausência

(B) Ateus na mesma posição que Religiosos

(C) Inversão de Planos

Avaliemos esses três problemas com mais detalhes:

(A) Ausência de Evidência não é Evidência de Ausência

A frase em negrito explica tudo. Os neo-ateus que utilizam essa técnica dizem que “não há evidência, então é racional que se deduza a não-existência”. Isso é, obviamente, um erro crasso. Observe essa situação hipotética: Não é porque nunca me apresentaram evidências da existência de pessoas no Zimbábue que faz com que eu seja racional em dizer que não há nenhuma pessoa lá.
Nessa situação, eu nunca vi entrevistas ou documentários sobre o Zimbábue, ou seja, estou completamente sem evidências para poder dizer que há pessoas lá. Nem por isso sou racional ao dizer que não há  ninguém lá. Eu posso dizer que não sei se há pessoas lá(que seria a postura mais adequada, neste caso), mas para tornar racional a afirmação de que não há pessoas no país eu preciso de alguma evidência para a não-existência dessas pessoas.

(B) Ateus na mesma posição que Religiosos

Nós podemos, então, jogar os ateus na mesma situação que os religiosos. Eu desconheço qualquer evidência ateísta(que não seja falaciosa) para não-existência de Deus(embora eu tenha argumentos para a existência dele), ou seja, a situação dele de negar veemente(observe que a maioria dos neo-ateus são mais fanáticos que religiosos ao dizer que Deus não existe) não é diferente da situação de aceitação do religioso: O ateu não tem provas para sustentar sua visão.

Nesse caso, o argumento do neo-ateu vai de encontro com o argumento que ele apresentou, ou seja, ele se mostra tão “irracional” quanto o religioso ao dizer que “não há Deus” e não apresentar suas tão amadas provas científicas para a não-existência. Em geral, o máximo que eles fazem é xingar a religião e os religiosos, como se isso provasse que a religião está errada.

(C) Inversão de Planos

Pra finalizar, o erro que citei primeiro no post, que é a Inversão de Planos. O que é a Inversão de Planos? É uma mistura ao se observar os planos de conhecimento. Em primeiro lugar, temos que ter em mente que o meio científico não é a única fonte de conhecimento(Filosofia, por exemplo, é outro meio de conhecimento. Teologia, outro) para poder compreender a falha do neo-ateu.

A ciência tem limitações: Ela se limita a descobrir como funciona o meio Físico. Porém, Deus está no Plano Metafísico, tornando um erro grotesco tentar provar a não-existência(ou existência) de Deus por meio da ciência. Você pode sim usar coisas descobertas pela ciência para apoiar sua argumentação(e isso é bastante normal), mas não pode exigir que se usesomente o meio científico para isso, pois a questão de Deus(alma, anjo, etc) está além do conhecimento científico.

Conclusão:

É mais tranquilo jogar logo no ateu o erro da Inversão de Planos e que Ausência de evidência não é evidência de ausência. Mas se o cara for um troll e estiver te amolando ou insistindo no argumento, vale a pena jogar ele na mesma posição dos religiosos ou mesmo ignorá-lo(não se esqueça de dar um aviso prévio a ele).

Written by catolicoresp

18/04/2011 at 11:16

Pesquisa em Células Tronco: Porque não?

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Muitas pessoas se perguntam sobre o motivo da Igreja Católica ser contra a pesquisa de células tronco. Em geral, podemos ouvir diversas pessoas dizendo coisas como: “Ah, essa pesquisa podia fazer várias pessoas deixarem seu sofrimento de paralíticas, doentes mentais, etc”.

O primeiro ponto a se entender, é que a Igreja não é contra a Pesquisa de Células Tronco em si. A Igreja é contra a pesquisa em Células Tronco Embrionárias, ou seja, um tipo de células tronco(Ver os tipos na Wikipédia um resumo) e não representam a totalidade das pesquisas. Agora, vamos ao motivo.

A Igreja se opõe a essa pesquisa porque há o assassinato de embriões para que essa pesquisa possa ocorrer. Os embriões usados em tais pesquisas, obviamente, não se desenvolvem. Esse é o grande motivo: A Igreja não é contra a pesquisa de células tronco… A Igreja é contra o assassinato em série ocorrido por causa da pesquisa.

Alguns gostam de responder coisas do tipo:

(A) O embrião não é vivo!

(B) Porque não tirar o doente de seu sofrimento?

Vou comentar sobre esses dois pontos que são os  mais ouvidos por mim.

(A) O embrão não é vivo!

Aqui já temos um problema, pois não há motivo nenhum para acreditar nisso. Alguns dizem que o embrião está num caso de morte cerebral, tal como outros mortos. Se ele te disser isso, a resposta é simples: “Oras, coloque o embrião no local adequado e ele irá se desenvolver. Agora vejamos se o morto irá voltar a vida”.

Você pode, também, perguntar à pessoa que está discutindo contigo o conceito de vida dele. Provavelmente, ele vai apresentar um conceito de vida como o dessa pergunta, aí é só seguir a linha de raciocínio que expus lá. Também vale comparar com outro ser vivo, se ele disser algo do tipo: “Ele não come!”, basta fazer a comparação com uma planta: Ela também não come. Aí ele deve dizer: “Ah! Mas ela obtém seu próprio alimento, o embrião não”… Porém, há animais que usam outros para obter seu alimento(parasitas), nem por isso você os considera mortos.

(B) Porque não tirar o doente de seu sofrimento?

Essa vai pro apelo emocional, e pode vir algo do tipo: “A Igreja é imoral! Ela gosta de perpetuar o sofrimento das pessoas”. Obviamente, isso é uma mentira para qualquer um que conheça a Igreja Católica direito.

Basta falar ao nosso colega que o embrião é um ser vivo e não deve ser assassinado para resolver o sofrimento de outra pessoa. Se alguém for muito chato e estiver te irritando, você ganha o direito de matá-lo por isso? De modo algum. Você está com câncer no fígado, você pode matar uma pessoa com um fígado compatível ao seu para resolver teu problema? Também não. Porque haveria de ser diferente com o embrião?

Conclusão

O grande problema não é a pesquisa em si, e sim o assassinato em massa promovido por tal pesquisa. Dessa forma, a pesquisa vai de encontro direto com a defesa da vida, o bem maior defendido pela Igreja.

Written by catolicoresp

17/04/2011 at 22:07

Truque Lógico: Onisciência contradiz Livre-Arbítrio

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Embora não seja muito popularizada, essa técnica pode gerar confusão na mente de algumas pessoas. Como o título indica, ela baseia-se em dizer que a Onisciência contradiz o Livre-Arbítrio(ou vice-versa). Particularmente, demorei pra entender o que estavam dizendo pois logo de início não fez muito sentido que me dissessem isso, mas com o tempo me explicaram e percebi que, de fato, até que o argumento não era tão non-sense, embora ainda fosse incorreto.

A apresentação do argumento ocorre mais ou menos dessa forma:

  1. Deus sabe de tudo(é Onisciente).
  2. Se Deus sabe de tudo, ele sabe inclusive o que iremos fazer.
  3. Se ele sabe o que iremos fazer, então não temos opção senão fazer o que ele já predisse(se não fizéssemos isso, estaríamos em desacordo com o livre-arbítrio).
  4. Portanto, a Onisciência contradiz o livre arbítrio.

O problema é que há o “esquecimento” de características divinas.

Logo de início, temos que lembrar que Deus é atemporal, então não faz sentido dizer que Ele “previu” algo, pois previsão implica tempo(você precisa prever antes do fato ocorrer, senão não é previsão). Isso já seria suficiente para derrubar tal hipótese, mas podemos nos alongar e lembrar que Deus sabe tudo, inclusive as nossas reações.

Ou seja, mesmo deixando de lado a atemporalidade divina, devemos prestar atenção ao fato de que Deus sabe tudo, nos conhece profundamente(mais do que nós) e conhece todos aqueles à nossa volta. Ou seja, ele sabe quando daremos um surto e faremos algo fora do comum(fora do comum para nós, pra Deus é perfeitamente perceptível pois ele sabe todas as suas características, inclusive quando você vai fazer algo aparentemente anormal).

Já contra-argumentaram comigo que podem haver imprevistos. Porém, os imprevistos só acontecem se não houver onisciência. Não há imprevistos para um ser onisciente. Mesmo o que é “imprevisto” já é conhecido por Deus, fazendo com que seja fácil para Ele, sabendo de todas as circunstâncias, conhecendo-te profundamente e conhecendo todos ao seu redor profundamente, fazer uma previsão simples dos seus futuros atos, tal como os das pessoas ao seu redor.

Dessa forma, Deus não terá retirado seu livre-arbítrio, mas não irá deixar de ser onisciente.

Conclusão:

Essa é uma técnica mais difícil de entender do que de refutar. Quem não entendeu por favor avise nos comentários que posso tentar explicar ou ajeitar o post para que ele fique mais bem escrito e explicado, mas por hora foi a melhor forma que achei de expor a técnica e o contra-argumento. Acho que não é necessário que eu crie um diálogo hipotético para essa situação, porque há várias variáveis que podem aparecer num debate sobre isso(ao contrário das outras técnicas, já vi muitas formas diferentes para abordar esse tema).

Written by catolicoresp

13/04/2011 at 19:23

Técnica: Não use links!

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Não é raro ouvir ateus dizendo “não use links no seu debate” por diversos motivos, que eles mesmos costumam inventar. Em geral, ele usará alguma técnica no debate com o refutador que já tem um texto pronto para refutá-la, tal como nesse exemplo:

De uma forma geral, os argumentos são fáceis de refutar e eu já apresentei um dos motivos dos neo-ateus para que não se utilize links nos debates, mas temos uma lista que irei explorar:

(a) Você não tem opinião?

(b) Esse argumento não é seu!

(c) Sem motivo algum.

(d) Sem usar links dessa vez(sentido pejorativo)

(e) Passar um link é prova pra você?

Esses são os que mais aparecem. Vamos analizar um por um.

(a) Você não tem opinião?

Esse é bastante simples. A pergunta “não tem opinião?” simplesmente não faz sentido quando se apresenta um link que tem uma opinião exposta nele. Eu apresentar tal link não significa que eu não tenha opinião, ele significa que a minha opinião é a mesma do autor do texto, simplesmente. Se eu não tivesse opinião alguma, eu simplesmente não mandaria opinião nenhuma, correto?

Para exemplificar um diálogo vou usar o que já comecei ali em cima:

  • NEO-ATEU: Você não tem opinião? Não use links para debates.
  • REFUTADOR: Como assim? Se eu não tivesse opinião eu não iria estar expondo links com opiniões claras nele, não? Usar o link de outra pessoa indica que tenho a mesma opinião que ela, e não que não tenho opinião alguma!

Nessa hora ele provavelmente vai sair pela tangente usando uma das outras técnicas ou vai simplesmente ignorar o que você disse.

(b) Esse argumento não é seu!

Outro que é bastante ridículo, e parte do princípio que todo argumento utilizado deve ser inventado pelo refutador(como se o próprio neo-ateu não tivesse, na maioria das vezes, copiando aquelas idéias dele de algum outro lugar). Nesse caso, o ateu quer invalidar seu argumento porque você não redigiu seu próprio texto.

Para refutá-lo, basta lembrar que não importa quem escreveu ou disse ou argumento, o que importa é que o argumento seja exposto. Nenhum argumento tem mais(ou menos) peso por causa de quem o escreveu, ou seja, o neo-ateu muda o foco de discussão dos argumentos para o argumentador numa tentativa de ocultar sua derrota no debate. Uma boa resposta é lembrar o ateu que a maioria dos cientistas não descobre tudo que sabe por si só, mas usa argumentos e evidências de outros cientistas.

Por exemplo, lembre-o que ele acredita que a Terra gira em torno do Sol, mas ele nunca formulou nenhum dos argumentos que ele expõe, mas nem por isso você diz que a Terra não gira em torno do Sol. Lembre-o também que ele também não montou os argumentos a favor da gravidade, mas isso não faz com que a gravidade não exista.

É mais ou menos assim:

  • NEO-ATEU: Você não montou esse argumento! Não sabe pensar e montar os próprios argumentos, é?
  • REFUTADOR: Como assim? Pra início de conversa, não importa quem argumenta, mas o argumento em si. E em segundo lugar, imagine o que seria a ciência sem o uso de argumento de outras pessoas? Os cientistas não descobrem tudo o que sabem, eles sempre aprendem algo de um cientista anterior a ele. Nem por isso você diz que esse cientista está errado.

Nessa hora ele provavelmente mudará de assunto, voltando à discussão que estava acontecendo, vendo que sua tentativa de ocultar sua falha acabou falhando miseravelmente.

(c) Sem motivo algum

Aqui temos o típico neo-ateu quase implorando pra você parar de mandar os links, provavelmente porque eles refutaram bem demais os argumentos do neo-ateu, deixando-o sem palavras. Nem é necessário fazer um diálogo pra exemplificar a técnica, e a resposta é bastante simples: Basta pedir a ele que lhe dê um bom motivo para que deixe de usar os links. Aí muito provavelmente ele vai “esquecer” que comentou isso ou vai usar alguma das outras justificativas expostas aqui.

(d) Sem usar links dessa vez(sentido pejorativo)

Aqui o neo-ateu vem falar um monte de besteira, em geral te xingando(direta ou indiretamente) e até xingando o dono dos textos, ou os dois ao mesmo tempo. Acontece mais ou menos assim:

  • NEO-ATEU: Você também é ateu! Só que você é seletivo.
  • REFUTADOR: De modo algum, leia esse link e ele irá lhe explicar melhor: https://catolicoresp.wordpress.com/2011/04/10/tecnica-voce-e-ateu-seletivo/
  • NEO-ATEU: Haha! Você também é ateu! Agora responde sem usar links, tá bom?
  • REFUTADOR: Me dê um bom motivo para não usar links.
  • NEO-ATEU: Ah, você só sabe responder com esses links do seu amante, para com isso, aposto que vocês saem juntos e dormem de conchinha (e lá vem mais um monte de conversa fiada que ninguém precisa ouvir).

Eu ouvi bastante isso. Na verdade, um dos primeiros comentários do meu blog foi com a tentativa de ofender a mim e ao Snowball01, dizendo que éramos amantes. Essa técnica é deplorável, e nem merece atenção. A recomendação é que se demonstre que o ateu só deu um chilique de nervos provavelmente porque o link exposto contra-argumentava muito bem o que o ateu dizia e simplesmente não argumentou nada contra o que foi exposto.

(e) Passar um link é prova pra você?

Essa é uma tentativa indireta de fazer com que você pare de usar os links sem apresentar nenhum bom motivo pra isso.

Refutá-la é bastante fácil, basta dizer que a prova não é o link, e sim os argumentos expostos na pagina do link. Dessa forma, o neo-ateu será desmascarado em uma frase bastante simples, e vai ter que encarar o texto ou fugir do assunto. A conversa seria mais ou menos assim:

  • NEO-ATEU: Passar um link é prova pra você? Então vou arranjar um link aqui e te mandar!
  • REFUTADOR: Não, o que refuta o argumento não é o link. O que refuta o seu argumento são os textos expostos na página do link.
Edição do Post:
Linovor(Vide nos comentários) citou muito bem uma outra técnica interessante em um dos comentários feitos. Os neo-ateus muitas vezes atacam os donos dos blogs em vez de refutar os argumentos. Seria mais ou menos assim:
  • NEO-ATEU: Ah! Não acredito que você acredita na anta do catolicoresp! Aquele cara é um estúpido!
A refutação é simples, é só mostrar a ele que o ataque dele é ao dono do blog e não aos argumentos. O que ele acha do dono do blog é irrelevante para a questão: Ele pode achá-lo feio, retardado, chato, burro ou qualquer outra coisa. Se ele não refutar os argumentos de nada adianta ele dizer isso tudo: Vale lembrar que o foco do debate são os argumentos e não os argumentadores.
  • NEO-ATEU: Esse catolicoresp é muito burro! Não acredito que você realmente escuta o que ele diz!
  • REFUTADOR: Quem se importa com o que você acha dele? Não refutou nenhum dos argumentos que ele apresentou.
  • NEO-ATEU: Ora, veja bem! Ele é muito burro!

Não é raro que eles fiquem repetindo várias vezes consecutivamente que o dono do blog é burro. Também não é raro que ele xingue a pessoa com a qual ele está debatendo(muda o alvo: Ao invés de xingar o dono do blog, xinga o cara que está discutindo com ele). Aí é só mostrar que ele continua sem refutar nenhum argumento exposto.

Conclusão:

A maioria das vezes em que há algum pedido para que haja finalização no uso dos links é uma mera tentativa de fuga dos seus argumentos. Não deixe que o neo-ateu faça isso e pressione-o para que refute seu argumento(ou o do link).

Written by catolicoresp

11/04/2011 at 19:01

Publicado em FAQ, Técnica

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