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Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Ateísmo e moralidade[parte 1]

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Leia também:

[Parte 2] – [Parte 3]

Decidi falar de um assunto polêmico, e por isso vou dar uma breve explicação antes de falar mais, ou então podem ficar com a impressão de um preconceito por minha parte.

Esses posts, que serão lançados nos próximos dias, não visam denegrir a imagem dos ateus(ou neo-ateus) como seres morais. Sim, acredito que ateus são e podem ser seres tão bons, ou até melhores, moralmente quanto qualquer outra pessoa de qualquer outra religião. Esse post não vem dizer que ateus não possuem moral, e é importante ter isso em mente ao ler.

Será um post com 3 partes:

Parte 1 -> Introdução, com leve explicação sobre moralidade.

Parte 2 -> Do Ateísmo até o relativismo moral.

Parte 3 -> Análise do relativismo moral.

A parte introdutória é importante para separar as Leis de Deus(ou Lei Moral, termo que decidi adotar) das Leis dos Homens(ou Leis Jurídicas, termo que decidi adotar). Tendo plena consciência da diferenciação dessas duas Leis, não creio que esse post terá muita relevância para a compreensão das Partes 2 e 3.

A Lei Moral é, como vinda de Deus(será melhor discutida na parte 2), imutável ao longo do tempo. Ou seja, algo que é moralmente incorreto será moralmente incorreto sempre.

Contudo, a Lei Jurídica não é imutável, e vem da mente dos homens como forma de obter uma convivência melhor. Ou seja, a Lei Jurídica pode ser modificada, ela é perfeitamente mutável.

Alguns exemplos para a diferenciação da Lei Moral e da Lei Jurídica:

  1. Aborto/Pesquisa em Células tronco embrionárias: É moralmente incorreto(conforme argumentei, respectivamente, aqui e aqui), porém são legalizados em diversos países do mundo. Ou seja, está incorreto de acordo com a Lei Moral, mas não está incorreto de acordo com a Lei Jurídica.
  2. Assassinato: É moralmente(Lei Moral) incorreto e legalmente(Lei Jurídica) incorreto. Ou seja, há, de fato, diversas situações nas quais a Lei Jurídica e a Lei Moral coincidem.
  3. Atravessar o sinal vermelho: É legalmente proibido atravessar o sinal vermelho. Contudo, não é necessariamente imoral. Caso haja a vida de alguém em risco, esse ato pode ser caracterizado como imoral(pois põe a saúde de outra pessoa em risco). Contudo, se estivermos em uma rua deserta, sem ninguém por perto e sem risco para ninguém, o ato de atravessar o sinal vermelho só é incorreto perante a Lei Jurídica, não sendo caracterizado como uma atitude imoral.

E assim vamos, podendo citar diversos outros exemplos nos quais as Leis Morais e Jurídicas são iguais ou distintas. Dados esses exemplos acredito que a diferenciação entre as duas esteja bastante clara. Nesse post não houve nada polêmico, acredito, mas os próximos poderão gerar um pouco mais de irritação em algumas pessoas, mas isso não é algo com que se preocupar, já que praticamente qualquer coisa que eu escrever por aqui gerará irritação a alguém.

Conclusão:

Embora haja diversos aspectos nos quais a Lei Moral e a Lei Jurídica coincidem, elas são coisas diferentes. Saber determinar tal diferença é essencial para os próximos posts, já que eles estarão se referindo à Lei Moral e não à Lei Jurídica. Dessa forma, qualquer um que tenha tido alguma dúvida referente a essas definições peço que informem aqui, para que evitemos problemas nos posts seguintes.

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Written by catolicoresp

05/06/2011 às 17:33

5 Respostas

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  1. Se estou entendendo aonde você quer chegar, vou abrir um parêntese aqui, que só vou fechar na parte 3:

    Você diz que “ateus são e podem ser seres tão bons, ou até melhores, moralmente quanto qualquer outra pessoa de qualquer outra religião”. Isso partindo de um católico faz todo sentido, mas partindo de um ateu (já vi esse “argumento” por aí várias vezes), não faz sentido algum.

    Não explicarei o que o parágrafo acima diz, pois creio que ele só fará sentido depois que você postar a parte 3.

    Claro que posso estar enganado, e a parte 3 não ser exatamente o que eu espero. Nesse caso, voltarei aqui pra esclarecer…

    05/06/2011 at 21:29

  2. […] [Parte 1] […]

  3. […] [Parte 1] […]

  4. […] Ele também não podia deixar de alegar que as religiões são uma mentira… Como sempre, ele se esquece de evidenciar sua alegação. Aparentemente, ele é profissional em fazer alegações e não evidenciá-las. Sem contar que um ateu não tem nenhum compromisso com a honestidade, já que o ateísmo não tem nenhum tipo de padrão moral que deve ser seguido. […]

  5. […] sejam eles positivos ou negativos – não serão de fato importantes, principalmente porque não há certo e errado em um mundo ateísta. Naturalmente, a falta de sentido da vida sem uma divindade não prova a […]


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