catolicoresp

Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Ateísmo e moralidade[parte 3]

with 2 comments

Ir para [Página Inicial]

Leia Também:

[Parte 1] – [Parte 2]

Bom, já caminhamos do ateísmo até o relativismo moral, e agora chegou a hora de avaliar tal tese e suas consequências. Qual o grande problema com o relativismo moral?

Oras, o relativismo moral nega completamente qualquer tipo de moral. Ao observar o relativismo moral a tua decisão de matar ou torturar alguém ou a decisão de jogar futebol no fim de semana são iguais. Não há distinção entre o amor e o ódio: Os dois são igualmente corretos e bonitos, moralmente falando. Não há diferença entre cuidar bem de uma criança, fazendo-a rir, ou espancá-la até a morte. Isso realmente lhes parece algo coerente e que funcione? Creio que não.

Alguns defendem o relativismo moral afirmando que há casos em que, de fato, a moral é relativa, dando exemplos como esse

Caso 1: Você está andando na rua, um homem vem assaltá-lo e você rouba a arma dele e o mata para defender a sua vida.

Caso 2: Você está andando na rua, vê um homem e mata-o somente por prazer de vê-lo morrer.

De fato, no caso 1 é aceitável que você mate o cara. Afinal, você está apenas defendendo tua própria vida de um atentado contra ela. Contudo, isso não prova o relativismo moral. Afinal, você ainda sabe que o caso 2 é algo moralmente inaceitável(imoral).

Algumas pessoas não compreendem o absolutismo moral. Quando afirmamos que há uma moral absoluta, estamos afirmando que há um jeito certo e um errado de agir, e não que não existem casos relativos. Havendo um jeito correto de agir, nós sabemos que existe uma postura correta de agir perante uma determinada situação. O relativismo moral afirma que não há nenhum tipo de postura correta ou incorreta de agir. Segundo o relativismo moral, seu ato de matar determinada pessoa no caso 1 ou no caso 2 não são distintas, moralmente falando, em nada. Elas possuem igual valor moral. Isso lhe parece correto?

Na verdade, deve ser quase impossível discutir com um relativista moral. Porque? Simples. Você tentará ser honesto com todas as suas forças, pois é o moralmente correto a se fazer. Mas e o relativista? Dê-me um motivo para que um relativista moral seja honesto em qualquer situação! Não há. Para ele não há a mínima diferença entre ser honesto e desonesto.

Já citei as implicações de tais idéias. Mais uma vez, quero frisar o absolutismo moral: Há, sim, casos relativos. Contudo, há uma forma correta de agir! Fazendo uma analogia com números:

Absolutismo moral: Há o 8 e o 80, havendo intervalos entre eles.(certo e errado, respectivamente).

Relativismo moral: Não há o 8, nem o 80. Há somente intervalos entre eles dois.

Não vejo problema no absolutismo moral: Há o certo, o errado, e o que está no meio do caminho(exemplo: Mentira branca. É errado mentir, mas em alguns casos é necessário para fazer um amigo se sentir bem, mas não prejudicar ninguém com isso).

Agora o relativismo moral tira qualquer base para o certo e o errado. Não há problema algum em dizer que há coisas entre o 8 e o 80. O problema é retirar os dois números e dizer que eles não existem: Se não há um parâmetro, como definir a moralidade? Qualquer moral que se espalhe(inclusive a Lei Jurídica) é uma infração à sua liberdade pessoal.

Para finalizar, vou fazer uma comparação entre comentários possíveis de absolutistas morais e relativistas morais:

Absolutista moral: “Eu sei que há um certo e um errado em cada situação. Dessa forma, tento fazer sempre o que é correto, pois é o que devo fazer. Matar e roubar, por exemplo, são atitudes moralmente incorretas e não devo praticá-las por saber que são imorais.”

Relativista moral: “Não existe um certo e um errado. Dessa forma, devo basear-me nas minhas próprias opiniões para realizar o que bem entender. Matar e roubar, por exemplo, são coisas corretas se eu quiser fazê-los. Contudo, é imoral me roubarem ou me matarem, pois essa é a minha opinião. Também acho que a minha opinião deve prevalecer sobre a opinião dos demais, mesmo que eles discordem disso. Afinal, isso não é, segundo minha visão de mundo, incorreto. Acho, também, que posso realizar todo e qualquer crime previsto na Lei Moral, já que considero que ela não existe. Posso desrespeitar qualquer Lei Jurídica, desde que não seja pego.”

Conclusão:

O Relativismo Moral tem implicações terríveis, e acho que ninguém aceita tais implicações exatamente porque sabem que há uma Moral Absoluta a ser seguida. Não consigo acreditar que realmente existam pessoas que considerem a tortura de crianças a mesma coisa que o amor. Se houver alguém que pense assim creio que a maioria concordará comigo que esse indivíduo está com sérios problemas e precisa se tratar. O ateísmo leva ao relativismo moral. E as consequências desse relativismo são simplesmente horríveis de se conceber.

Mais uma vez, quero frisar que não estou aqui para dizer que os ateus são moralmente piores(ou moralmente melhores) que os religiosos. Eu somente estou fazendo um paralelo entre as opiniões deles e as consequências de tais opiniões. Mas isso não significa que o ateu ache que matar é correto ou tão bom quanto amar uma pessoa. Também não estou dizendo que os ateus são imorais por natureza: Longe disso. Não me entendam de modo incorreto.

Anúncios

Written by catolicoresp

10/06/2011 às 14:13

2 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. […] [Parte 3] […]

  2. […] [Parte 3] […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: