catolicoresp

Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Técnica: Deus, um velhinho nas nuvens

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Sabe aquela imagem de Deus quando você tem 6 anos de idade? Você imagina um velhinho, em cima da nuvem e diz: “Olha lá Deus!”. Ou até algo como a imagem acima: Um velho em frente ao PC, que fica controlando tudo por lá. Essa é uma imagem no mínimo tosca e imatura de Deus. Não é necessário crescer muito para perceber que é uma imagem que não reflete a realidade.

Contudo, não me parece que o neo-ateísmo tem consciência disso: Talvez seja exatamente porque eles realmente pensavam em Deus como um velhinho sobre as nuvens que eles tenham “se convertido” ao ateísmo. Agora à técnica: Como ela ocorre? Em geral por meio de ridicularização:

  • NEO-ATEU: Não seja tão estúpido! Você realmente acha que tem um velhinho ali no meio das nuvens que fica olhando pra você e se importando com o que você faz?

Temos também outro tipo de ataque, tão imaturo quanto, mas um pouco disfarçado, mais ou menos assim:

  • NEO-ATEU: Ah, não acredito que você realmente acha que há um ser entre as estrelas que se importa com o que você, um saco de carbono miserável, está fazendo aqui na Terra.

Perceba que o segundo modo parece menos infantil, mas a idéia é baseia-se no mesmo erro que o primeiro: A materialização de Deus.

Por algum motivo, o neo-ateísmo vive tentando testar Deus empiricamente(idéia refutada no meu post Técnica: A Ciência nunca provou Deus!) ou encontrá-lo no meio material. O erro é bastante simples, e foi mostrado também no post acima: Inverte-se o Plano de existência de Deus.

Deus não pode ser um velhinho nas nuvens, ou mesmo um programador com seu computador: Esses são seres materiais e Deus é, por definição(e necessidade lógica) imaterial. Ambos os seres que foram comparados a Deus existem no Plano Físico, mas a existência de Deus ocorre necessariamente no Plano Metafísico. Qualquer um que peça a existência de Deus como um ser material ou como algo empiricamente testável está cometendo uma impossibilidade lógica, ou o erro da Inversão de Planos.

A resposta do refutador pode ocorrer mais ou menos dessa forma:

  • NEO-ATEU: Não seja tão estúpido! Você realmente acha que tem um velhinho ali no meio das nuvens que fica olhando pra você e se importando com o que você faz?
  • REFUTADOR: O único que espera encontrar Deus sentadinho em uma nuvem é você, colega. Essa imagem é totalmente infantil.
  • NEO-ATEU: Que seja, ainda não acredito que você realmente acha que há um ser entre as estrelas que se importa com o que você, um saco de carbono miserável, está fazendo aqui na Terra.
  • REFUTADOR: Porque você está esperando achar Deus no plano Físico se Ele existe necessariamente fora do Plano Físico, em um plano que denominamos Metafísico? Para que Deus tenha criado o Universo(Plano Físico) Ele não pode ser parte desse Plano, é necessário que Ele não pertença a esse plano. Você está cometendo o típico erro de Inverter os planos de existência de Deus.

Mostrando esse erro, tão comum atualmente, você já refuta a idéia do neo-ateu e ele logo se perde na argumentação. Provavelmente ele vai lhe dizer que você é um desonesto ao usar o Plano Metafísico, mas essa reclamação não faz sentido: Você demonstrou que aquilo é necessário(e não somente possível) quando há referência a Deus. Se ele quer te acusar de desonestidade, ele precisa provar que você está errado, e não sair por aí feito um maluco dizendo que você é desonesto. O máximo que ele consegue fazer com isso é provar que ele mesmo é desonesto.

Conclusão:

A imagem de Deus como um velho nas nuvens é o simples erro da Inversão de Planos. Mostra-se o erro e o argumento é derrubado sem maiores esforços.

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Written by catolicoresp

08/07/2011 às 14:57

12 Respostas

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  1. Excelente este blogue sobre refutações ao ateísmo e neoateísmo. Parabéns. Sou apologista cristão e gosto muito deste tipo de blogue. Que venham mais matérias e artigos de William Lane Craig, Norman Geisler, Paul Copan e outros assim como seus debates com ateus.

    Emerson de Oliveira

    08/07/2011 at 16:14

    • Agradeço os elogios. Qualquer crítica que deseje fazer será bem vinda para que o blog tenha seu conteúdo melhorado.

      catolicoresp

      08/07/2011 at 18:28

  2. E podemos substituir os deuses por unicórnios, fadas, duendes ou que quer que exista na dimensão metafisica. Estão, como os esquemas em pirâmide, para além de qualquer teste material.

    Ganesh ou a astrologia são fenômenos metafísicos indetectáveis por qualquer meio. Mesmo os seus efeitos – reais mas metafísicos – não podem ser detectados por definição.

    Nenhum efeito neste mundo é detectado – por definição – no entanto são reais e por aí fora.

    Tem uma lógica duvidosa e uma prova impossível. Por definição é claro.

    Parece-se bastante com o dragão na garagem e com qualquer conto do vigário.

    joao melo de sousa

    08/07/2011 at 22:55

    • Estou falando de características.Unicórnios, fadas e duendes não são seres metafísicos(e nem o Dragão, diga-se de passagem). Se você tentar colocá-los como seres metafísicos, eles deixam de ser Unicórnios, duendes ou fadas(Ex.: Um quadrado que é dito redondo não é mais um quadrado: Por definição o quadrado não pode ser redondo).

      Se você disser algo como “Ganesh tem as mesmas características de Deus”, então você estará fazendo como o cara desse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=0R5GpV5nSRQ
      Ou seja, pode chamá-lo de como quiser: Ele continuará sendo Deus, mesmo que você queira chamá-lo de Ganesh, dragão ou duende. Se as características são as características de Deus, ele há de ser Deus independentemente do nome que você dê a Ele.

      No resto, seu comentário foi bem feito. Não há como arranjar provas, apenas evidências: Teremos de trabalhar com elas. Pretendo fazer isso no blog daqui há algum tempo.

      catolicoresp

      08/07/2011 at 23:58

      • Existe um grande rombo nessa sua estrutura lógica, você parte de um pressuposto de que existe um plano metafísico (que é meramente imaginativo) para embasar a existência de um “ser” totalmente imaterial, atemporal, onipotente, onisciente e onipresente (que só é agraciado com tais características por estar em tal plano) criador e gestor de nosso universo. O problema desta definição é a tentativa de suplementar as brechas deixadas pelos livros religiosos para estender a definição de Deus até onde não saibamos as respostas. Quando não entendíamos de astronomia a religião nos levava a acreditar que Deus criou a Terra no centro do universo, assim que descobrimos que a Terra não está no centro do universo a idéia defendida era que a nossa galáxia era o centro do universo. Agora que temos uma compreensão muito maior do que nos 6000 anos do começo da invenção da Bíblia nós inventamos para Deus um outro universo (o metafísico) que é totalmente conectado ao nosso ou então somos levados a acreditar que tudo que é existente é parte componedora de Deus.

        supra-god

        08/03/2012 at 12:12

      • Existe um grande rombo nessa sua estrutura lógica, você parte de um pressuposto de que existe um plano metafísico (que é meramente imaginativo) para embasar a existência de um “ser” totalmente imaterial, atemporal, onipotente, onisciente e onipresente (que só é agraciado com tais características por estar em tal plano) criador e gestor de nosso universo.

        Pra começar, o seu “meramente imaginativo” no mínimo mostra que você TAMBÉM parte de um pressuposto(que o plano metafísico é imaginativo). Então você começa muito bem: Fazendo exatamente o que você acusa em mim. Eu defendo a POSSIBILIDADE de existência de um plano metafísico. Você, diferentemente, AFIRMA que tal plano não existe, mas não apresenta sequer UMA evidência para que creiamos em você. A dedução do plano Metafísico vem junto com a dedução da existência de Deus com, por exemplo, o Argumento Cosmológico de Kalam que torna o plano metafísico necessário para a existência de Deus.

        O problema desta definição é a tentativa de suplementar as brechas deixadas pelos livros religiosos para estender a definição de Deus até onde não saibamos as respostas.

        Como? Até onde me consta, desde os primórdios do Cristianismo as características divinas são as mesmas. E “estender a definição de Deus até onde não saibamos as respostas” foi algo que eu realmente não entendi no teu texto. Como assim?

        Quando não entendíamos de astronomia a religião nos levava a acreditar que Deus criou a Terra no centro do universo, assim que descobrimos que a Terra não está no centro do universo a idéia defendida era que a nossa galáxia era o centro do universo. Agora que temos uma compreensão muito maior do que nos 6000 anos do começo da invenção da Bíblia nós inventamos para Deus um outro universo (o metafísico) que é totalmente conectado ao nosso ou então somos levados a acreditar que tudo que é existente é parte componedora de Deus.

        Cara, é o que eu já disse: As características de Deus sempre foram as mesmas no Cristianismo. E vou além: Mesmo que houvesse tido alguma modificação, não seria problema algum! Temos diversas modificações nas teses científicas e nem por isso nós dizemos que tais teses são falsas ou os postulados delas “não existem”. Se for seguir essa sua lógica torta, nós diremos que átomos não existem, já que a Teoria Atômica foi modificada e as características do átomo foram modificadas. Contudo, é evidente que é besteira considerar o átomo como inexistente porque mudaram a Teoria Atômica. Ainda de modo mais bizarro, usemos o seu exemplo: Tivemos diversas teorias sobre a posição da Terra no Universo. Como foram várias descrições diferentes, é lógico concluir que a Terra não existe? Não me parece sensato.

        Em outras palavras: Mesmo que a idéia Cristã de Deus tivesse sido modificada ao longo dos séculos, ainda assim isso NÃO seria suficiente para descartar a idéia atual que se tem de Deus. O único “rombo na estrutura lógica” é teu que, além de cometer a falácia que você alegou que eu cometo, ainda cometeu outras ainda mais estranhas. E o Plano Metafísico não é um “Universo”, só pra constar.

        catolicoresp

        08/03/2012 at 13:47

      • [b]Pra começar, o seu “meramente imaginativo” no mínimo mostra que você TAMBÉM parte de um pressuposto(que o plano metafísico é imaginativo). Então você começa muito bem: Fazendo exatamente o que você acusa em mim. Eu defendo a POSSIBILIDADE de existência de um plano metafísico.[/b]

        Isto é óbvio já que nós, considerando que sejamos ambos igualmente racionais, só podemos basear questões filosóficas em pressupostos e, assim como na ciência, depois de analisados cada um individualmente devemos buscar a que melhor se enquadra na realidade.

        [b]Você, diferentemente, AFIRMA que tal plano não existe, mas não apresenta sequer UMA evidência para que creiamos em você. A dedução do plano Metafísico vem junto com a dedução da existência de Deus com, por exemplo, o Argumento Cosmológico de Kalam que torna o plano metafísico necessário para a existência de Deus.[/b]

        Não, como você já disse eu também uso um pressuposto que não existe. Minha afirmação foi que a sua defesa da existência de Deus depende da real existência do metafísico. Decerto que também li sobre sua refutação de “inverter o ônus da prova” – onde você afirma que é possível provar a inexistência de algo quando conhecemos o que procurar, e em parte isto está correto, mas no caso do plano metafísico como podemos PROVAR A SUA EXISTENCIA? Sendo que seu fim é abrigar o “corpo” metafísico de um deus, e ele é quem está sendo colocado em xeque. Afirmando que Deus existe em um Plano metafísico você está complementando uma teoria com a outra, formando assim uma dupla de argumentos que se embasam entre si mutuamente. Nesse caso cabe a você me demonstrar uma delas como real para que ambas se validem. Neste caso cabe a você me mostrar tais argumentos lógicos e válidos da existência de Deus ou do plano metafísico.

        [b]Como? Até onde me consta, desde os primórdios do Cristianismo as características divinas são as mesmas. E “estender a definição de Deus até onde não saibamos as respostas” foi algo que eu realmente não entendi no teu texto. Como assim?[/b]

        Peço desculpas pelos meus textos obtusos, geralmente eu penso muita coisa e com frequência eu simplifico um raciocínio e penso q os outros simplesmente entenderão.

        Temos que considerar a imagem de Deus não apenas desde o começo do Cristianismo como desde o surgimento dos Hebreus. Sabemos que do antigo para o novo testamento existem algumas diferenças nas “formas apresentadas de agir e pensar” de Deus. Podemos notar essa mudança de “humor” quando há a transição dos testamentos. Sobre a forma de sua existência é mostrado em todos os livros religiosos o contato direto (de alguma forma do tipo: “E Deus disse”,”E Deus fez”), depois de certo tempo esse contato deixa de aparecer, sendo que sua última forma de representação consensualmente aceita é na história de Jesus Nazareno. Hoje o contato direto com Deus é praticamente inexistente, e quando é alegado a alegador é considerado insano. Hoje nós sabemos que não faz sentido Deus ter parado o Sol, afogado todo o mundo em água, o que antes era considerado uma verdade inquestionável hoje é refutável e, com essa refutabilidade, houve a cientificação de Deus, tornando-o manipulador de todas as leis da natureza descobertas pelo método cientifico e usando essa adequação para responder dúvidas que abalam o mundo da ciência, como o momento zero do início do universo.

        [b]Mesmo que houvesse tido alguma modificação, não seria problema algum! Temos diversas modificações nas teses científicas e nem por isso nós dizemos que tais teses são falsas ou os postulados delas “não existem”. Se for seguir essa sua lógica torta, nós diremos que átomos não existem, já que a Teoria Atômica foi modificada e as características do átomo foram modificadas. Contudo, é evidente que é besteira considerar o átomo como inexistente porque mudaram a Teoria Atômica. Ainda de modo mais bizarro, usemos o seu exemplo: Tivemos diversas teorias sobre a posição da Terra no Universo. Como foram várias descrições diferentes, é lógico concluir que a Terra não existe? Não me parece sensato.[/b]

        Sim mas até a descoberta do átomo ele era inexistente por convenção, poucos acreditavam nessa possibilidade, ele foi sendo descoberto e teve sua ideia evoluída através de novas bases e provas que demonstravam o erro da postulado anterior e mostrando o porque que tal método é mais correto que o anterior. Isso não diminui as primeiras afirmações a respeito do átomo, só as desenvolve e as corrige em suas falhas. Enquanto o geocentrismo foi se mostrando uma falácia. E a conclusão a qual você chegou não passa de um sofismo, a resposta correta seria “a terra não é o centro do universo”.

        [b]Em outras palavras: Mesmo que a ideia Cristã de Deus tivesse sido modificada ao longo dos séculos, ainda assim isso NÃO seria suficiente para descartar a ideia atual que se tem de Deus. O único “rombo na estrutura lógica” é teu que, além de cometer a falácia que você alegou que eu cometo, ainda cometeu outras ainda mais estranhas. [/b]

        Essas alterações ocorreram não pela descoberta de uma tese que complementa a tese primária, e sim pelas descobertas sequenciais de coisas contrárias à original. Um texto que necessita de várias alterações por se mostrar contrario às consequências práticas perde sua credibilidade como representante de uma realidade. Com isso não digo que todo o cristianismo é uma falácia, mas podemos desconfiar de sua veracidade pela frequência de erros. Então a sequencia de erros NÃO significa que a ideia cristã deva ser descartada mas significa que abre a oportunidade de se levantar questionamentos.

        [b]E o Plano Metafísico não é um “Universo”, só pra constar.[/b]

        Por isso ele está entre aspas. :D, que tal você definir o metafísico?

        supra-god

        08/03/2012 at 23:04

      • Isto é óbvio já que nós, considerando que sejamos ambos igualmente racionais, só podemos basear questões filosóficas em pressupostos e, assim como na ciência, depois de analisados cada um individualmente devemos buscar a que melhor se enquadra na realidade.

        Meu raciocínio possuía um “grande rombo” por causa de uma pressuposição. Agora, isso é algo normal e deve ser usado. Dá pra você decidir?

        Não, como você já disse eu também uso um pressuposto que não existe. Minha afirmação foi que a sua defesa da existência de Deus depende da real existência do metafísico. Decerto que também li sobre sua refutação de “inverter o ônus da prova” – onde você afirma que é possível provar a inexistência de algo quando conhecemos o que procurar, e em parte isto está correto, mas no caso do plano metafísico como podemos PROVAR A SUA EXISTENCIA?

        Oras, e pressupor a existência de algo não é alegar tal existência? Eu ein. Mas enfim… Podemos evidenciar a existência do plano Metafísico, só depende do tipo de evidência que se espera.

        Sendo que seu fim é abrigar o “corpo” metafísico de um deus, e ele é quem está sendo colocado em xeque. Afirmando que Deus existe em um Plano metafísico você está complementando uma teoria com a outra, formando assim uma dupla de argumentos que se embasam entre si mutuamente. Nesse caso cabe a você me demonstrar uma delas como real para que ambas se validem. Neste caso cabe a você me mostrar tais argumentos lógicos e válidos da existência de Deus ou do plano metafísico.

        Desculpe… Mas acho que você não entendeu o que eu disse. Vou copiar: “A dedução do plano Metafísico vem junto com a dedução da existência de Deus com, por exemplo, o Argumento Cosmológico de Kalam que torna o plano metafísico necessário para a existência de Deus.”. Ou seja, eu já disse um argumento que evidencia Deus e, por conseguinte, finda por evidenciar o Plano Metafísico. Eu nenhum momento eu usei a tal “dupla de argumentos que se embasam entre si mutuamente” como você sugeriu. Onde eu disse no meu texto que “Deus existe por causa do Plano Metafísico. E vice-versa”. Até porque a existência do Plano Metafísico NÃO evidencia a existência de Deus(embora o contrário ocorra).

        Peço desculpas pelos meus textos obtusos, geralmente eu penso muita coisa e com frequência eu simplifico um raciocínio e penso q os outros simplesmente entenderão.

        Temos que considerar a imagem de Deus não apenas desde o começo do Cristianismo como desde o surgimento dos Hebreus. Sabemos que do antigo para o novo testamento existem algumas diferenças nas “formas apresentadas de agir e pensar” de Deus. Podemos notar essa mudança de “humor” quando há a transição dos testamentos. Sobre a forma de sua existência é mostrado em todos os livros religiosos o contato direto (de alguma forma do tipo: “E Deus disse”,”E Deus fez”), depois de certo tempo esse contato deixa de aparecer, sendo que sua última forma de representação consensualmente aceita é na história de Jesus Nazareno. Hoje o contato direto com Deus é praticamente inexistente, e quando é alegado a alegador é considerado insano.

        Desculpas aceitas. Também acontece comigo de vez em quando.

        É evidente que há diferenças entre formas de agir dependendo da época. E também há diferenças no modo de tratamento ou nas ordens recebidas. Deus não é nenhum bobo. Ele não iria chegar para uma sociedade tipicamente guerreira e falar: “Veja, parem com as guerras”. Os caras iam simplesmente olhar e falar: “Deus maluco! Esse aí não tem nada de Deus, não.”. A forma de pensar de Deus não se modifica, mas a sua forma de se mostrar para o homem se modifica por um simples motivo: O homem se modifica e se torna receptivo de formas distintas.

        A ausência de contato com Deus se justifica porque a Aliança final entre Deus e o homem já foi consumada pela morte e ressurreição de Cristo. Se a aliança já existe, não há mais porque Deus continuar se revelando frequentemente.

        Hoje nós sabemos que não faz sentido Deus ter parado o Sol, afogado todo o mundo em água, o que antes era considerado uma verdade inquestionável hoje é refutável e, com essa refutabilidade, houve a cientificação de Deus, tornando-o manipulador de todas as leis da natureza descobertas pelo método cientifico e usando essa adequação para responder dúvidas que abalam o mundo da ciência, como o momento zero do início do universo.

        Por isso que não se deve considerar a Bíblia um livro literal em TODAS as partes. E esse papo de “começaram a usar as metáforas só depois da Ciência vir e mostrar que estava errada” é esdrúxula, já que houveram Santos que, por exemplo, já consideravam o Gênesis alegórico antes mesmo do pessoal sonhar com Ciência.

        Sim mas até a descoberta do átomo ele era inexistente por convenção, poucos acreditavam nessa possibilidade, ele foi sendo descoberto e teve sua ideia evoluída através de novas bases e provas que demonstravam o erro da postulado anterior e mostrando o porque que tal método é mais correto que o anterior. Isso não diminui as primeiras afirmações a respeito do átomo, só as desenvolve e as corrige em suas falhas. Enquanto o geocentrismo foi se mostrando uma falácia. E a conclusão a qual você chegou não passa de um sofismo, a resposta correta seria “a terra não é o centro do universo”.

        Uma modificação drástica em uma Teoria Científica – como a atômica – é normal. Uma mudança do tipo: “Àtomos são indivisíveis”(Dalton) para “Átomos são divisíveis”(Thompson) são EXATAMENTE o oposto, também. Nem por isso se diz que átomos não existem. É curioso que é possível que qualquer coisa do Universo seja modificada e corrigida, MENOS a interpretação dos textos Bíblicos. Esse pessoal usa de uma desonestidade ridícula pra usar esse argumento de que a Bíblia teve as interpretações modificadas. Isso sem contar que a Bíblia NUNCA disse nada sobre Geocentrismo, só pra constar.

        Pra finalizar, uma pérola impagável: “a resposta correta seria “a terra não é o centro do universo””. Ele estava corrigindo a minha alegação de que a Terra não existe, só pra constar. Eu uso uma analogia pra mostrar que a lógica dele é torta, chego a uma conclusão absurda(propositalmente, já que eu visava mostrar que a linha de raciocínio que ele estava usando era absurda) e o cara ainda me manda a correção do raciocínio… Eu me pergunto se ele realmente achou que eu pensava que a Terra não existia…

        Essas alterações ocorreram não pela descoberta de uma tese que complementa a tese primária, e sim pelas descobertas sequenciais de coisas contrárias à original. Um texto que necessita de várias alterações por se mostrar contrario às consequências práticas perde sua credibilidade como representante de uma realidade.

        Depende muito. Vou dar um exemplo. Você pegou um livro de Biologia chamado Sdrúbals(sim, é um nome inventado). No livro, você percebe que há uma explicação sobre a peste negra, seus sintomas, profilaxia(como prevenir a doença), etc. Contudo, ele decide fazer um embasamento histórico e, adivinhe: Ele errou o contexto histórico! Se formos considerar o seu modo de pensar acima, a nossa conclusão seria de que esse livro de Biologia ou não presta, ou não é digno de confiança, pois apresentou fraudes históricas. Isso lhe parece sensato? É evidente que não. [guardem essa analogia na caixa aí, já vou me referir a ela novamente]

        Com isso não digo que todo o cristianismo é uma falácia, mas podemos desconfiar de sua veracidade pela frequência de erros. Então a sequencia de erros NÃO significa que a ideia cristã deva ser descartada mas significa que abre a oportunidade de se levantar questionamentos.

        Primeira coisa: Com ou sem erros, haveria a possibilidade de questionamento do Cristianismo.

        Agora vamos lá comentar a tua lógica novamente. Você afirma que a Bíblia tem vários erros Científicos – embora mesmo antes de tais erros serem descobertos, já se concebesse uma interpretação metafórica de algumas partes do livro -, e por isso é passível de se desconfiar dela.

        Agora uma pergunta: A Bíblia é um livro Científico? É evidente que não. A Bíblia foi escrita com o intuito de ser um livro FILOSÓFICO/espiritual.

        Lembra da analogia que eu pedi que vocês guardassem na caixa? Pois é, vamos voltar nela.

        Não faz sentido descartar a Bíblia como fonte de verdade Filosófica por causa de seus erros Científicos, da mesma forma que não faz sentido você descartar o Sdrúbals como fonte de verdade Biológica por causa de seus erros Históricos. Em pormenores, pra quem ainda não entendeu: A Bíblia é um livro que foi feito para mostrar verdades Filosóficas – tal como o Sdrúbals foi feito para mostrar verdades Biológicas -, mas o nosso colega quer descartar a Bíblia como fonte de conhecimento Filosófico por causa dos erros Científicos nela contidos(mais uma vez insisto: Lembrem-se que várias partes da Bíblia são tomadas como alegórias há muito tempo, antes mesmo da Ciência existir) – que é o mesmo que descartar o Sdrúbals como fonte de verdades biológicas por causa de seus erros históricos.

        Espero que a analogia tenha ficado boa!

        Por isso ele está entre aspas. , que tal você definir o metafísico?

        Fui eu quem o colocou entre aspas. Não você. Por isso eu fiz a correção.
        Plano Metafísico é o plano que seu próprio nome explica. “Além do Físico”. O plano do que existe fora do nosso plano material que inclui, por exemplo, pensamentos e sentimentos(a não ser que você saiba a fórmula Química do amor ou do ódio, creio eu que não são coisas materiais =D)

        Abraço.
        PS.: Não editei o teu texto colocando os negritos porque teve um cara uma vez que surtou por causa da minha edição – embora eu não tenha tocado no texto dele -, então preferi não mudar o seu. Se quiser usar o negrito, use “[strong>TEXTO[/strong>”, trocando o “[” por “<"

        catolicoresp

        09/03/2012 at 21:51

  3. Sendo assim eu posso fazer trilhões de deuses com esse pseudo-argumento de que está em outro plano. Eu posso dizer que existe absolutamente TUDO e QUALQUER COISA.

    Agora uma irrisória evidência ou prova de algo tão grotescamente grandioso…ai fica difícil não é? Não sei como vocês suportam esse mesma conversinha fiada por tanto tempo. É muito enganação na vida viu meu caro.

    Marceli

    12/07/2011 at 15:33

    • OSendo assim eu posso fazer trilhões de deuses com esse pseudo-argumento de que está em outro plano. Eu posso dizer que existe absolutamente TUDO e QUALQUER COISA.

      Marceli, honestamente? Você pode falar qualquer coisa quando quiser. O único problema é que vai correr o risco de ser taxada de maluca ao não evidenciar o que diz. Felizmente, afirmar que Deus está no Plano Metafísico não é nosso único argumento para a existência de Deus. Ou melhor: A existência de Deus no Plano Metafísico nem ao menos é um argumento, é uma consequência lógica do argumento cosmológico de Kalam(expus ele, com as minhas palavras, aqui: http://www.formspring.me/catolicoresp/q/2007390070).

      Tendo um problema com a lógica do negócio, refute. Logicamente, você também precisa considerar o argumento moral.

      Agora uma irrisória evidência ou prova de algo tão grotescamente grandioso…ai fica difícil não é? Não sei como vocês suportam esse mesma conversinha fiada por tanto tempo. É muito enganação na vida viu meu caro.
      Acho que, dadas as minhas evidências, essa segunda parte se torna errada, automaticamente. Caso tenha alguma outra reclamação, avise. Mas refute o que eu disse, pois estou atento: Não queremos que eu caia em nenhuma “conversa fiada”, não é?

      catolicoresp

      15/07/2011 at 12:28

  4. Ok. Percebi o teu ponto de vista:

    Existem seres fora da realidade física que são invulneráveis a qualquer experimentação.

    Como podemos saber algo sobre eles ?

    O que querem, se interagem ou não connosco, o que fazem ?

    joao melo de sousa

    12/07/2011 at 18:40

    • Já comentei isso aqui:http://www.formspring.me/catolicoresp/q/2007390070

      Sobre saber algo sobre eles… Você pode saber coisas por meio da Filosofia. Nós adotamos o método científico sem ter a mínima evidência científica de que o método realmente deveria ser utilizado: Ele próprio é baseado na Filosofia. Afinal, a Filosofia não é um meio de conhecimento empírico.

      catolicoresp

      15/07/2011 at 12:30


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