catolicoresp

Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Técnica: Diferença nos relatos invalidam o Evangelho.

with 3 comments

Ir para [Índice de Técnicas/Truques Lógicos] – [Página Inicial]

Essa é uma técnica para tentar demonstrar que os Evangelhos não são válidos devido às suas diferenças, e podem vir mais ou menos dessa forma:

  • NEO-ATEU: Qual dos 4 Evangelhos é o verdadeiro?
  • REFUTADOR: Os quatro.
  • NEO-ATEU: Mas há diferença entre eles, alguns fatos são relatados de forma diferente! Então os Evangelhos não podem ser válidos!

Assim, pede-se uma amostra de diferenciação entre os Evangelhos, e o neo-ateu pode apresentar vários, como o Evangelho de João, que relata que dois anjos estavam presentes no sepulcro vazio de Cristo(João 20,12) e o de Mateus, que relata que havia apenas um anjo(Mateus 28,2), e isso invalida a veracidade dos Evangelhos. Obviamente, ele pode apresentar outras diferenças nos relatos.

O grande problema aqui é que os neo-ateus precisam conhecer um pouco mais sobre testemunhos. Em qualquer tipo de narrativa de Testemunho é esperado que haja discrepâncias, pois algumas pessoas dão mais ênfase a algumas partes, e outras dão prioridade a outras. Desde que os testemunhos não sejam opostos, não há problema em diferenciar-se os relatos em casos de ordem dos acontecimentos, por exemplo(desde que não sejam diferenças gritantes, obviamente). O caso dos anjos também não é diferente: O relato de haver um anjo não exclui a possibilidade de haverem dois anjos, e a diferença entre esses dois relatos é esperada.

Em qualquer tipo de testemunho, os relatos com pequenas discrepâncias são esperados, já que é difícil que as pessoas se lembrem de todos os detalhes e dos mesmos detalhes, mas que elas citem coisas diferentes devido a suas personalidades diferentes, pois prestavam atenção em coisas diferentes e isso leva a lembranças levemente diferentes. Essas lembranças distintas fazem com  que os relatos sejam, também, distintos.

A suspeita de fraude ocorre em duas situações: (1) Quando os relatos são mutuamente excludentes ou (2) Quando eles são idênticos. Quando eles são excludentes é perceptível o motivo, já que um lugar não pode estar vazio e cheio ao mesmo tempo. Se um diz que o local não tinha ninguém, e o outro diz que ele estava lotado então percebe-se um problema: A discrepância é grande demais!

Porque, então, desconfiam de relatos idênticos? Porque é exatamente isso que se espera de pessoas que combinaram e ensaiaram a mentira antes de contá-la. Se os relatos são idênticos, os dois acharam todas as coisas igualmente importantes? Isso não é um tanto esquisito? É de se esperar que eles tenham dado mais importância a detalhes diferentes, e isso faz com que o relato deles seja distinto. Diferenças nas falas, detalhes e, dependendo do tempo decorrido após o evento, até na ordem de algumas coisas(exemplo: Jogamos bola e depois almoçamos é diferente de almoçamos e depois jogamos bola. Contudo, se isso ocorreu há bastante tempo não é de surpreender que haja uma confusão na ordem desses acontecimentos) não são nada surpreendentes. Esquisito seria se eles conseguissem lembrar das coisas de modo exatamente igual.

E não sou eu que estou dizendo isso, tenham isso em mente, não fui eu que percebi essas coisas. Isso é usado em testemunhos reais, pois separam-se os dois(ou mais) que estiveram presentes e mandam que eles contem a história, levando em conta os fatores que citei e fazem o julgamento dos testemunhos de acordo com os elementos que citei.

Conclusão:

O neo-ateu, ao tentar demonstrar uma invalidade nos evangelhos, acaba confirmando o relato dos evangelistas! Basta lembrar que discrepâncias pequenas nos relatos são esperados, e que só haveria problema se os relatos fossem mutuamente excludentes ou idênticos e a tese neo-ateísta está derrubada.

Anúncios

Written by catolicoresp

09/08/2011 às 13:36

Publicado em Técnica

Tagged with , , ,

3 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. O motivo desta mesagem é para perguntar vocês se é possível, que o
    seguinte argumento em contra dum Deus teista é válido ou tem algumas
    falácias comuns usadas pelos neo-ateus. O argumento não é de minha
    autoria, e de autoria de uns amigos ateus meus e eu não sei como refutar o
    argumento deles:

    Técnica: Porque crianças inocentes sofrem?
    1. Deus por ser ele Deus, tem a qualidade de ter uma moral perfeita.
    2. Um principio de moralidade é ser responsáveis por nossas ações.
    3. A ação de Deus, segundo o modelo do teísmo, é de criar seres conscientes.
    4. Existem crianças criadas por Deus que nascem com doenças terminais e
    sofrem dor.

    Conclusão se Deus e o Deus do modelo do teísmo, ele deve
    responsabilizar-se pelo dor daquelas crianças, posto que ele (Deus) na sua
    plena liberdade (onipotência) criou seres com consciência, e assim como
    Deus teve a ocorrência de criar crianças com enfermidades terminais, é ele
    que também deve ser responsável por eles (mas na realidade vemos crianças
    com doenças terminais que morrem nos hospitais e sofrem).

    Se isto não é assim então o Deus do teísmo não existe, ou ele não é
    moralmente perfeito, ou ele não é onipotente.

    Obrigado!

    Aldo

    11/08/2011 at 18:31

    • Essa é, sim, uma questão interessante Aldo, e foi um problema com o qual me deparei por um tempo, e os seus amigos fizeram perguntas interessantes. Algum dia ainda faço um post sobre isso.

      E é bem parecido com o Paradoxo de Epicuro, explicado pelo Snowball nesses posts:
      http://quebrandoneoateismo.com.br/2011/03/14/tcnica-paradoxo-de-epicuroproblema-do-mal/
      http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2011/03/16/tcnica-paradoxo-de-epicuroproblema-do-mal-parte-ii/
      http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2011/03/17/tcnica-paradoxo-de-epicuroproblema-do-mal-parte-iii-algumas-observaes/

      Creio eu que isso já fosse suficiente para dar cabo da idéia deles, mas vou comentar um pouco mais.

      As doenças(genéticas/hereditárias ou não) não são do Plano de Deus(tem até um vídeo do Pe. Paulo Ricardo explicando isso, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=SOaCaEYvMZ0), mas foi entrou no mundo como consequência do nosso pecado.

      Para que a crítica deles seja válida, precisamos avaliar algumas coisas:
      1) A argumentação.
      2) Não há nenhuma outra explicação possível.

      A argumentação funciona bem, o problema está nas explicações possíveis. Pense em algumas possibilidades:
      A) Deus pode ter feito as crianças doentes porque tinha uma lição de vida para dar a partir delas.
      B) Muitas vezes aprendemos e superamo-nos justamente quando sofremos. Ele pode ter dado esse sofrimento para as crianças para que elas aprendessem e crescessem: O sofrimento terreno delas pode ter como finalidade a Salvação dessas pessoas com as lições aprendidas devido à doença possuída. – Isso não só justificaria, mas mostraria que o amor de Deus vai além da nossa vida terrena!
      C) Imagine um mundo perfeito, sem problemas. Como poderíamos demonstrar o amor, se o mundo fosse perfeito? Dessa forma, Deus pode ter feito essas pessoas enfermas para que pudéssemos demonstrar caridade para com elas.

      Junte os três itens e veja se não faz bastante sentido: Deus passa uma lição de vida para as pessoas, ajuda na Salvação do enfermo – talvez isso fosse até o único meio possível de salvá-lo – e nos dá a chance de demonstrarmos nosso amor para com os irmãos. Acho que isso bastaria para derrubar a idéia dos seus amigos, permitindo que Deus possa ser moralmente perfeito E onipotente ao mesmo tempo.

      Pergunte sempre que precisar, amigo.
      Abraço!

      catolicoresp

      11/08/2011 at 19:13

  2. […] Eu gostaria de saber quais são esses “erros bíblicos que não têm sido satisfatoriamente explicado por apologistas”, mas, infelizmente, Dan Baker novamente não nos deu nenhuma fonte para sua alegação. Ademais, as diferenças de descrições na Bíblia não são um problema, conforme já  mostrei neste post. […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: