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Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Técnica: A Criação É Sem Sentido

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Essa técnica consiste em dizer que Deus criou tudo, mas o fez sem nenhum motivo. Assim sendo, Deus agiu como um louco(por ter criado aleatoriamente) e não como um ser racional e Onisciente.

Logo de início, me pergunto: Como assim? O primeiro problema é que o neo-ateu assume a priori que Deus não teve motivo algum o que é, obviamente, a Falácia da Petição de Princípio. Naturalmente, eles não irão desistir tão facilmente, e irão te exigir algum motivo para que Deus tenha criado. E ele pode tentar expor um problema mais organizado, da seguinte forma:

  1. Deus é perfeito
  2. Deus, portanto, não tem necessidades
  3. Deus sentiu necessidade de fazer a Criação(pois, senão, teria agido como um louco para a Criação do Universo)
  4. Portanto, Deus, se criou o Universo(Criação), não pode ser perfeito(pois teve uma necessidade)

Agora sim temos algo organizado, mas que continua tão problemático quanto o problema anterior… Logo de início, não ter necessidade de fazer algo não indica que eu o fiz sem motivo. Eu não tenho necessidade de jogar futebol, mas isso não significa que joguei futebol por uma decisão aleatória, eu posso gostar de fazê-lo. Mas, naturalmente, jogo futebol para uma satisfação pessoal. Consequentemente, isso não resolve o problema, uma vez que Deus, sendo perfeito, não precisa de nada a mais para se satisfazer(em relação a si próprio. Naturalmente, ele fica insatisfeito, por exemplo, com os pecados cometidos pelo homem – observação feita no comentário por Críticareligiosa).

Mas creio que o maior problema nele nem seja esse. Pelo que vejo, o maior problema é que Deus, sendo perfeito, é também Onibenevolente e Onipotente e, consequentemente, quer fazer o bem e tem poder para isso. Tal como eu posso ajudar uma velhinha a atravessar a rua apenas por bondade, e não por necessidade ou satisfação pessoal, Deus pode ter-nos feito por bondade, e não por necessidade ou satisfação pessoal(pois a satisfação pessoal também vai de encontro com a perfeição, pois se Deus é perfeito ele não pode ter necessidades).

Ou seja, a Criação do Universo, no caso acima, não foi contrária a perfeição de Deus e nem foi um ato de “loucura”. Coloquemos isso de forma organizada para facilitar o entendimento:

  1. Deus é perfeito
  2. Deus, portanto, é Onibenevolente e Onipotente
  3. É possível fazer algo bom sem motivadores externos(ou seja, por pura bondade)
  4. É possível que a Criação tenha sido feita por pura bondade
  5. Logo, é possível que Deus tenha feito a Criação e seja perfeito ao mesmo tempo

Conclusão:

A possibilidade de um ato bondoso sem nenhum outro motivador resolve o problema citado e, também, faz com que Deus tenha tido um propósito(ou seja, não foi por “loucura”) para a Criação(fazer o bem). Logo, Deus teve um propósito para a Criação(fazer o bem às suas Criaturas), mas não foi por uma necessidade, mas por pura vontade.

Se isso for possível, então a suposta contradição já está resolvida. Se o neo-ateu insistir no estratagema, basta que você exija que ele mostre que é impossível que haja o que foi suposto por nós para refutar o problema que o neo-ateu afirma existir. Somente com a impossibilidade lógica da nossa solução é que o tal problema passa a ser válido.

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Written by catolicoresp

06/01/2012 às 19:00

Publicado em Técnica

14 Respostas

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  1. Olá. Tudo bem?

    “Deus pode ter-nos feito por bondade, e não por necessidade ou satisfação pessoal”

    Como pode-se mostrar bondade para o inexistente? Você fala como se “inexistir” fosse mais prejudicial do que “existir”. Será que uma pessoa se lamenta pela sorte do filho que ainda não teve?

    Não vejo a criação como um ato de amor pois não estaríamos piores se não existíssimos

    Quando mais penso sobre isso, mais vejo que, mesmo com Deus, a existencia humana não tem sentido

    De acordo com teologia de Plantinga, a prioridade de Deus ao criar o mundo, foi proporcionar uma condição onde pudesse haver mérito de demérito, sendo esse, na concepção de Deus, o melhor do mundos possíveis.

    Penso que isso é extremamente caprichoso e irresponsável da parte do criador, pois o “melhor dos mundos possíveis” pode conduzir alguem para o sofrimento eterno. Ora, será que vale a pena passar da inexistencia para a existencia e ter de se defrontar com essa realidade horrível. Nesse caso, o melhor dos mundos possíveis, vai conduzir alguns de seus habitantes para o pior dos mundos possíveis.

    Em resumo, Deus seria o mesmo se não tivésse nos criado, uma vez que não tinha(tem) necessidade de nada, e nós não estaríamos numa condição pior se não existíssimos. Sendo assim, o ato criador de Deus é extramente niilista.

    Emanuel

    03/02/2012 at 09:44

    • Olá. Tudo bem?

      “Deus pode ter-nos feito por bondade, e não por necessidade ou satisfação pessoal”

      Como pode-se mostrar bondade para o inexistente?

      Fazendo-o existir, por exemplo.

      Você fala como se “inexistir” fosse mais prejudicial do que “existir”. Será que uma pessoa se lamenta pela sorte do filho que ainda não teve?

      O que a sua pergunta tem a ver com a frase do início?

      Não vejo a criação como um ato de amor pois não estaríamos piores se não existíssimos

      Evidências? Ele esqueceu delas… Se você alega isso por definitivo, então deve evidenciar. De fato, é possível que isso seja verdade, mas não o é necessariamente. Se você alega isso como algo necessariamente correto, então evidencie.

      Quando mais penso sobre isso, mais vejo que, mesmo com Deus, a existencia humana não tem sentido

      Se você fizesse o esforço de me expor o seu pensamento, poderíamos discutir sobre isso. Como não o fez, esse comentário foi completamente irrelevante.

      De acordo com teologia de Plantinga, a prioridade de Deus ao criar o mundo, foi proporcionar uma condição onde pudesse haver mérito de demérito, sendo esse, na concepção de Deus, o melhor do mundos possíveis.

      Penso que isso é extremamente caprichoso e irresponsável da parte do criador, pois o “melhor dos mundos possíveis” pode conduzir alguem para o sofrimento eterno. Ora, será que vale a pena passar da inexistencia para a existencia e ter de se defrontar com essa realidade horrível. Nesse caso, o melhor dos mundos possíveis, vai conduzir alguns de seus habitantes para o pior dos mundos possíveis.

      Falha um: Não sabemos o que é o Inferno, então como alegar que é “o pior dos mundos possíveis”? Ademais, você ainda tem as alegrias dessa vida para viver e pode optar pela alegria eterna. Se preferir o pecado – a infelicidade -, ainda foi SUA escolha. Não vi problema algum com isso. Até porque essa tal de “realidade horrível” depende do ponto de vista. Deus está aí sempre para modificar essa “realidade horrível”(os Cristãos perseguidos continuam demonstrando imensa alegria, em boa parte das vezes! E até felicidade no martírio!), mas de uma forma geral o ser humano é fechado demais pra olhar pra Deus e prefere ver apenas o homem como centro de tudo. Aí é bastante óbvio que ele vai se decepcionar.

      Em resumo, Deus seria o mesmo se não tivésse nos criado, uma vez que não tinha(tem) necessidade de nada, e nós não estaríamos numa condição pior se não existíssimos. Sendo assim, o ato criador de Deus é extramente niilista.

      Você alegou que nossa condição de existência é pior que a inexistência. Se pudesse evidenciar isso eu ficaria bastante contente. =) Faça-me feliz!

      catolicoresp

      03/02/2012 at 12:46

      • “Fazendo-o existir, por exemplo.”

        É justamente aí que está o erro.
        No seu texto você diz o seguinte:

        “Tal como eu posso ajudar uma velhinha a atravessar a rua apenas por bondade”

        Num estado de necessidade da velhinha, sua bondade se manifestou a fim de ajudá-la a alcançar seu objetivo, uma vez que os obstáculos a deviam estar frustrando. Ou seja, sua ação bondosa foi impelida pela necessidade de outrem de alcançar satisfação. No caso da criação, não existia nenhuma necessidade que as criaturas possuiam pela qual Deus pudesse nos oferecer benevolência, pelo simples fato de não existirem.

        Se A está numa situação desprazerosa, um agente B pode agir para fazer com que A passe para uma situação prazerosa. No caso do inexistente, o que acontece é que existir não é nem melhor nem pior que inexistir, ou seja não existe uma necessidade a ser satisfeita.

        Um ato de bondade de carateriza por mais ou menos isso:

        Agir de tal forma que seja possível alterar uma situação insatisfatória para uma situação satisfatória.

        Disso se segue que é completamente irracional chamar de “ato de bondade” passar algo da inexistência para a existência uma vez que o inexistente não possui necessidades.

        Emanuel

        03/02/2012 at 21:16

      • “Fazendo-o existir, por exemplo.”

        É justamente aí que está o erro.
        No seu texto você diz o seguinte:

        “Tal como eu posso ajudar uma velhinha a atravessar a rua apenas por bondade”

        Num estado de necessidade da velhinha, sua bondade se manifestou a fim de ajudá-la a alcançar seu objetivo, uma vez que os obstáculos a deviam estar frustrando.

        Eu disse que eu posso ajudar a velhinha a atravessar a rua, e não que a velhinha estava precisando da minha ajuda. Um ato de bondade independe da necessidade alheia. Eu não necessito de um chocolate, mas alguém pode ser bom e me dar o chocolate. Da mesma forma, meus pais já estavam começando a juntar dinheiro para a me sustentar – um ato de bondade – muito antes da minha mãe engravidar. Ou seja, eu não existia, mas isso não impediu que meus pais fizessem um ato de bondade para mim.

        Ou seja, sua ação bondosa foi impelida pela necessidade de outrem de alcançar satisfação. No caso da criação, não existia nenhuma necessidade que as criaturas possuiam pela qual Deus pudesse nos oferecer benevolência, pelo simples fato de não existirem.

        Como eu disse, quem está assumindo que a velhinha PRECISAVA de ajuda é você.

        Se A está numa situação desprazerosa, um agente B pode agir para fazer com que A passe para uma situação prazerosa. No caso do inexistente, o que acontece é que existir não é nem melhor nem pior que inexistir, ou seja não existe uma necessidade a ser satisfeita.

        Quem está dizendo que existir não é melhor nem pior que não existir é VOCÊ. Ou você prova o que diz, ou cala a boca. É difícil pra vocês entenderem isso? Adoram fazer alegações sem evidenciá-las. Estou começando a acreditar que isso é um problema genérico do neo-ateísmo.

        Um ato de bondade de carateriza por mais ou menos isso:

        Agir de tal forma que seja possível alterar uma situação insatisfatória para uma situação satisfatória.

        Não. O ato de bondade se caracteriza por fazer algo bom. Não tem nada de “situação insatisfatória” e “situação satisfatória”. Há atos de bondade que geram insatisfação, como alguns conselhos que pais dão a filhos adolescentes(“Não use maconha”, por exemplo) que podem deixá-los revoltados. E há casos de bondade que não surgem a partir de uma situação insatisfatória. Eu posso muito bem estar feliz sem o chocolate, mas isso não impede que alguém tenha o ato de me dar um chocolate. Não sai de uma “situação insatisfatória” para uma “situação satisfatória” em nenhum dos dois casos.

        Na verdade, há casos de bondade no qual ocorre exatamente o oposto, sai-se de uma situação satisfatória e vai-se para uma situação insatisfatória devido ao ato de bondade. Exemplo? Simples: Um usuário de drogas que é internado contra a sua vontade para parar de usar a droga. Você estará livrando-o de um vício prejudicial à saúde dele, mas ele estará totalmente revoltado com sua situação final. Sua definição é no mínimo incompleta.

        Disso se segue que é completamente irracional chamar de “ato de bondade” passar algo da inexistência para a existência uma vez que o inexistente não possui necessidades.

        Só se você não tiver pensado direito e deturpar o sentido das palavras, coisa que não tô muito afim de fazer =)

        catolicoresp

        03/02/2012 at 21:28

  2. Penso que o núcleo da questão é saber se existir é melhor que não existir.
    Digo que não se pode afirmar que inexistir é melhor ou pior que existir, porque num estado de não existencia não há consciência, não há “pessoa”, logo não há prazer nem desprazer, não há nenhuma forma de sensibilidade, sendo que seria pior se houvesse mais desprazer e seria melhor se houvesse mais prazer, mas como esses dois estados não são possíveis penso que não se pode estabelecer tal relação. O que pensa sobre isso?

    Emanuel

    03/02/2012 at 22:26

    • Para resolver uma suposta contradição lógica, basta UMA saída(como eu citei no meu texto: “Se isso[A Criação ter sido feita por bondade divina, somente] for possível, então a suposta contradição já está resolvida.”). Se você pensa que “não se pode afirmar que inexistir é melhor ou pior que existir“, então há a possibilidade que citei(“É possível que a Criação tenha sido feita por pura bondade”, já que estamos indecisos sobre essa questão), então não há contradição lógica até que essa questão seja resolvida. Obrigado!

      catolicoresp

      06/02/2012 at 01:15

    • Emanuel, você está partindo do princípio que “o bom” é subjetivo, pois depende da existência de um indivíduo, que vai sentir prazer ou desprazer, ter sensibilidade, e a partir disso julgará as coisas boas segundo a sua vontade pessoal.

      Por esse caminho, você nunca chegará à resposta que quer, por dois motivos:

      O primeiro é que dois indivíduos diferentes podem enxergar uma mesma coisa de forma diferente: uma achará que é boa e a outra achará que é ruim. Um exemplo bem besta: o fato de ser colocado em um lugar fechado. Um sujeito que claustrofobia achará ruim, enquanto um sujeito com agorafobia achará bom. Como decidir quem está com a razão?

      O segundo motivo é que se “o bom” depende do indivíduo, não faz sentido perguntar se a inexistência é melhor ou pior que a existência, já que no caso da inexistência o conceito de “bom” nem ao menos existe.

      Em outras palavras: se “o bom” é subjetivo (decidido pelo indivíduo) mas não existe indivíduo para fazer essa decisão, então o “bom” também não pode existir. Dessa forma, a pergunta “existir é melhor que não existir?” nem mesmo faz sentido.

      Dessa forma, a sua “conclusão niilista” não é nada mais que um raciocínio circular, já que você usa o niilismo como premissa, mesmo que involuntariamente.

      Espero ter ajudado. Um abraço!

      criticareligiosa

      08/02/2012 at 01:05

  3. Hum…entendi

    Vou refletir mais detidamente sobre a questão

    Obrigado pelo diálogo e desulpe quaquer coisa

    Abraço

    Emanuel

    07/02/2012 at 08:38

  4. “Eu não tenho necessidade de jogar futebol, mas isso não significa que joguei futebol por uma decisão aleatória, eu posso gostar de fazê-lo. Mas, naturalmente, jogo futebol para uma satisfação pessoal. Consequentemente, isso não resolve o problema, uma vez que Deus, sendo perfeito, não precisa de nada a mais para se satisfazer.”

    Acho que você faz uma concessão indevida ao argumento apresentado, afinal, perfeito não é sinônimo de satisfeito. Também não acredito que satisfação seja uma propriedade obrigatória de um ser perfeito.

    Posso estar enganado, mas até onde enxergo, Deus pode ser perfeito e não-satisfeito ao mesmo tempo. Não vejo contradição lógica alguma, você vê?

    Pelo contrário: se Ele é onibenevolente, certamente *não* pode estar satisfeito com as imoralidades que suas criaturas cometem a todo momento. E isso não tira sua perfeição.

    E aproveito pra fazer uma crítica: não trate todos que vêm aqui como desonestos; às vezes você tem essa tendência. Sei que a maioria deve ser desonesta, mas certamente não são todos. O caso do comentário do Emanuel demonstra isso.

    Parabéns pelo trabalho e um abraço!

    criticareligiosa

    08/02/2012 at 00:24

    • Meu tratamento de Deus como satisfeito tinha a intenção de colocá-lo como “consigo mesmo”, digamos assim. Naturalmente, Deus não está satisfeito com nós, seres humanos, que pecamos. Mas isso só faz sentido depois da Criação, e não antes dela(já que não existiam seres humanos para deixá-lo insatisfeito). Apenas para deixar mais claro: A satisfação à qual me refiro no texto é como uma satisfação pessoal, consigo mesmo, e não com tudo o que existe. Já até atualizei o post.

      Acatei a crítica e sei que tenho esse hábito ruim(se tudo der certo, vou perdê-lo), e agradeço o elogio. Abraço.

      catolicoresp

      08/02/2012 at 00:30

  5. Bem, toda esse debate me lembra um comentário que um grande frei, excelente orador, fez em uma homília a respeito do ser humano e seu relacionamento com Deus. Ele disse: “Deus é simples, o ser humano é que gosta de complicar. Deus é uma linha reta. Vem o ser humano e coloca várias dobras nela.” Parece com isso que o ser humano quer que o caminho até Deus se torne mais árduo e mais difícil. Por quê estou dizendo isso? Porque, na minha opinião, a mente humana complica, trazendo angústia e conflito, a coisas simples e até mesmo ÓBVIAS. Entendo que a dúvida é peculiar ao ser humano e não estou fazendo nenhuma crítica ao Emanuel por apresentar questionamentos pois ele se portou com muita educação diferente do que a maioria faz. Mas preciso dizer isso: até onde não estamos complicando aquilo que é muito simples? Vamos a questão tratada nesse post: Creio eu que, a partir do momento que eu já EXISTO, que eu tenho uma EXISTÊNCIA, eu sei que existir é muito melhor do que não existir.
    Para, tendo uma existência, eu considerar a possibilidade que, para o ser humano, existir não é melhor nem pior do que não existir, eu teria que não ter tido um segundo sequer de felicidade na minha vida. Já possuindo uma existência, eu sei que EXISTIR é muito melhor que NÃO EXISTIR. Pois, EXISTINDO, eu experimentei sentimentos e sensações maravilhosos como AMOR, ALEGRIA, PRAZER, PAZ, FELICIDADE. Eu já namorei uma pessoa, comi uma bela refeição, li um bom livro, assisti um bom filme, senti a brisa no rosto, tomei um bom banho de mar, contemplei a beleza da natureza, dormi confortavelmente uma boa noite de sono, tive amigos, ri, contei piadas, me reuni em família, viajei, etc, etc, etc e muitos, muitos, incontáveis etcs de felicidade e maravilhosos motivos para se apreciar o fato, a possibilidade de EXISTIR e de querer que outros que NÃO EXISTEM tenham esse prazer: é o caso de pessoas que querem ter filhos. Elas querem essa felicidade, a desejam ansiosamente para outros que ainda NÃO EXISTEM porque elas sabem o quanto é bom EXISTIR.
    O mesmo raciocínio podemos aplicar a Deus. E podemos afirmar que existir é muito melhor do que não existir mesmo havendo tanto sofrimento no mundo pois a infelicidade não foi e nem é obra de Deus, mas do próprio ser humano. Cabe a espécie humana continuar sua jornada de aprendizado para se aperfeiçoar, evoluir e ter um dia a esperança de alcançar uma existência de PLENA FELICIDADE, sem SOFRIMENTO. Pois foi isso que Deus, em sua extrema bondade, incompreensível para a mente humana, quis partilhar com outros seres que NEM EXISTIAM. Pois ele sabia e sabe o quanto é bom uma existência sem sofrimento. Por isso, ele não a quis só para ele. Quis que outros a experimentassem. O objetivo não foi satisfazer a necessidade de um ser existente. O ato de bondade foi saber que eu possuo alguma coisa muito boa e querer ardentemente que outras pessoas a possuíssem também. No entanto, não existem outras pessoas. Como posso então satisfazer esse meu desejo de amor? Simples: criando essas pessoas.

    Forte abraço a todos!

    Fabrizio Lyra

    08/02/2012 at 17:18

    • Apenas um comentário: É bom lembrar que não alcançaremos a felicidade plena aqui na Terra – ao contrário do que os esquerdistas(incluo os neo-ateístas) costumam afirmar -, mas apenas com Deus.

      O seu comentário é interessante Fabrizio, mas não concordo inteiramente. Há pessoas que experimentam muita infelicidade na vida(tanto que cometem suicidio), embora se tivessem seguido a Deus não fossem ter tal infelicidade; Como você frisou, o sofrimento não é invenção de Deus, mas do homem que usou seu livre-arbítrio para o pecado.

      Abraço.

      catolicoresp

      08/02/2012 at 20:43

      • Sim, concordo com você. Quando disse “que cabe a espécie humana continuar sua jornada de aprendizado para se aperfeiçoar, evoluir e ter um dia a esperança de alcançar uma existência de PLENA FELICIDADE, sem SOFRIMENTO”, não quis dizer que isso acontecerá aqui na Terra. Aqui é apenas o princípio, são os primeiros passos desse aprendizado. Mas, realmente, não deixei claro isso. Mas completo meu raciocínio agora nesse ponto: também acredito que apenas com Deus alcançaremos a felicidade plena.
        Quanto ao outro ponto que você citou: sim, eu sei que existem pessoas que experimentam muita infelicidade na vida, a ponto dela parecer um inferno e elas se suicidarem. Mas eu não creio que elas tirem a própria vida por NÃO QUERER A EXISTÊNCIA. Elas gostariam de EXISTIR. Mas com uma vida melhor e diferente da que elas tiveram. Nesse caso, teríamos que analisar as várias causas que levam uma pessoa a querer tirar a própria vida. Mas, de qualquer forma, a infelicidade de uma pessoa não se deve a existência que Deus criou para ela. Mas a escolhas erradas que ela mesma fez. Talvez alguém venha dizer que existem pessoas que já nascem com doenças ou com distúrbios mentais que fazem a vida ser um tormento a cada segundo. Mesmo assim, já existiram pessoas nessa situação que lutaram e lutam para ter uma vida feliz. Lutam pela existência, a desejam. E, em muitos casos, elas saem vitoriosas. Mas eu sei que existem os que saem derrotados. No entanto, como disse, não acredito que qualquer pessoa que tenha experimentando a existência, não queira, no fundo, existir. O que elas não querem é uma existência ruim. Querem, obviamente, uma existência boa. Mas querem existir. Foi esse ponto que eu quis tratar: pois Emanuel, em seu primeiro comentário diz “não estaríamos piores se não existíssimos” e depois, concluindo com base nesse raciocínio, ele afirma: “a existencia humana não tem sentido.” Foi essa abordagem de pensamento que quis comentar pois, por mais infeliz que seja a existência de uma pessoa, a partir do momento que ela já conheceu e experimentou a existência, creio que ela sempre irá preferir ter uma EXISTÊNCIA MELHOR, BOA do que simplesmente NÃO EXISTIR. Portanto, a meu ver, estaríamos MUITO piores se não existíssemos e isso faz com que a criação tenha TODO o sentido.

        Abraços!

        Fabrizio Lyra

        08/02/2012 at 22:06


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