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Técnica: Um ser perfeito não pode gerar seres imperfeitos

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Segundo essa técnica, a conclusão se torna óbvia: Se seres perfeitos não pode gerar seres imperfeitos, e nós somos imperfeitos, então Deus ou não existe, ou não é perfeito. É possível que o neo-ateu utilize, como comparação, algo como uma máquina e faça uma pergunta do tipo: “Poderia  uma máquina perfeita produzir produtos imperfeitos?”.

O grande problema aqui é o seguinte: temos uma grande diferença entre Deus e uma máquina: A máquina simplesmente reproduz o que lhe é mandado. Deus, diferentemente, é um ser pessoal e pode escolher como fará a criação.  E se ele possuir bons motivos para fazê-la com imperfeições, então não  há problema algum nesse resultado distinto.

O mesmo vale com qualquer um que desenhe: Muitos de nós temos ou tivemos algum amigo que era capaz de fazer desenhos absurdamente detalhados e bem feitos. Agora peça-os que faça um desenho mal feito, e vejamos se ele não tem capacidade de fazê-lo. Ou usem-me. Eu tenho capacidade de escrever textos com poucos erros de ortografia, mas é só me pedir que cometo erros absurdos desse nível, como nessa frase: “eu kero pitsa no aumosso”. Por eu ser um ser pessoal que pode fazer escolhas, eu tenho perfeita capacidade de escrever com uma péssima ortografia. Da mesma forma, Deus pode criar criaturas imperfeitas se assim desejar e tiver motivos suficientes para isso.

Agora, quais seriam esses motivos para fazer com que Deus, que podia fazer uma criação perfeita, venha e a faça imperfeita? Podemos citar com facilidade o livre-arbítrio. Se Deus queria nos dar o livre-arbítrio como demonstração de seu amor para conosco, então a  imperfeição vem por consequência simples e direta,  já que o livre-arbítrio inclui fazer coisas ruins e boas. Daí surgem duas objeções comuns, que vou tratar.

1) Deus poderia ter feito pessoas com livre arbítrio entre dois bens diferentes, mas não um mal.

A princípio a ideia parece coerente, mas não o é de fato por um motivo: Se Deus quer que escolhamos a Ele por livre e espontânea vontade, então é necessário que haja como escolher algo que não leva a Ele. Se só há como escolher entre ‘dois bens’ diferentes, então só há como escolher a Deus, fazendo com que o livre arbítrio seja uma farsa.

2) E os males naturais?

Doenças, desastres naturais, morte, etc… Deus podia não ter gerado essas imperfeições, e o livre-arbítrio  nada tem a ver com a existência dessas coisas. Além de isso ser basicamente o Paradoxo de Epicuro, podemos também lembrá-los que Deus pode ter escolhido nos permitir tais sofrimentos como forma de fazer caridades, por exemplo. Ademais, vou usar até um clichê: Nós aprendemos com as coisas ruins mesmo. A maior parte das lições de vida que temos é por meio de erros e coisas ruins que aconteceram a nós e a conhecidos.

Pode ser exatamente por causa dos ensinamentos que tais tragédias podem nos dar que Deus permite que elas aconteçam. Havendo essa possibilidade, a suposição neo-ateísta cai por terra totalmente.

Conclusão

A comparação de Deus com uma máquina é impossível pela pessoalidade divina. A imperfeição do mundo, portanto, pode ser uma decisão pessoal de Deus que pode incluir o livre-arbítrio e aprendizado, sendo ambos motivos morais suficientes para a possibilidade de haver o mal. Assim sendo, o perfeito pode sim gerar o imperfeito, desde que queira fazê-lo.

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Written by catolicoresp

28/06/2012 às 20:00

Publicado em Técnica

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