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Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Archive for julho 2012

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE

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No dia 13 de junho passado, fui convidada pelo Círculo Católico de Pernambuco (CIRCAPE) para proferir uma palestra cujo título foi “O avanço do comunismo na América Latina e suas conseqüências catastróficas na sociedade”.

Foi um encontro muito agradável e surpreendente, pois naquele dia chovia a cântaros em Recife e imaginei que poucas pessoas se disporiam a sair de suas casas, à noite, com toda aquela chuva, para ouvir uma palestra sobre um tema que não se discute muito por absoluta falta de interesse no que se passa ao nosso redor. Entretanto, e apesar desse inconveniente, para minha surpresa o auditório estava com quase cem pessoas e no debate que se seguiu depois, pude constatar com alegria que tratava-se de pessoas inteligentes e com conhecimento do tema.

Um dos temas abordados foi sobre a “Comissão da Verdade”, no qual pude fazer uma reflexão sobre oprojeto de destruir e desmoralizar as Forças Armadas do continente, que remonta aos anos 2004-2006. Nessa reflexão comentei que tal comissão afirma que “não tem caráter punitivo nem força de lei” mas que isto era apenas para calar a voz dos militares e civis que se posicionaram contra e que, mais adiante, encontrariam uma maneira de colocar adendos, ressalvas ou outro artifício jurídico para punir os militares – mesmo não podendo tirá-los da Lei da Anistia por determinação do STF -, com julgamentos e prisões como já ocorre na Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia.

Pois bem, não levou muito tempo para que minha reflexão se mostrasse totalmente correta, pois ontem o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria onde consta que o Coronel Lício Maciel, herói da guerrilha do Araguaia, agora está sendo acusado de “seqüestrador” de um terrorista daquela guerrilha, e que crime de “seqüestro qualificado” prevê de dois a oito anos de prisão. Quer dizer, não podendo “desanistiá-los”, inventam-se outros tipos de crimes que são inafiançáveis e imprescritíveis, segundo o nosso ordenamento jurídico, conquanto que seu objetivo de destruí-los completamente seja alcançado. Proximamente escreverei sobre este fato asqueroso e injustificável contra o Coronel Lício Maciel.

Como a palestra foi longa, o vídeo foi dividido em 5 partes que podem ser vistas abaixo.

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE, video I

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE, video II

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE, video III

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE, video IV

Palestra de Graça Salgueiro no CIRCAPE, video V

Fonte: Mídia Sem Máscara

Comentários:

Vale a pena assistir à Palestra da Graça Salgueiro. Ela fala sobre FARC, Terrorismo Esquerdista, entre outros assuntos interessantes.

Written by catolicoresp

24/07/2012 at 18:00

Publicado em Outros, Política, Vídeo

Técnica: Deus dá punições infinitas(inferno) para crimes finitos(pecado)

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Aqui temos uma técnica que é relativamente simples de se expor. A alegação é bastante simples: Deus é um ser injusto, pois a punição pelos pecados(o inferno) é eterna, mas os pecados em si são crimes “finitos”. Eu quero fazer a refutação por alguns caminhos:

O que é um ‘crime finito’?

O neo-ateu usa essa expressão, mas raramente ele explica o que é um ‘crime finito’. Ele pode estar se referindo à questão temporal(o assalto ao banco durou 3 horas), à questão da consequência(o dano causado pela agressão demorou 3 meses para ser curado) ou até a alguma outra coisa. Então vale a pena perguntar: O que exatamente o neo-ateu chama de ‘crime finito’?

Um pecado é sempre finito?

Dependendo da definição que for dada, podemos refutar alegando que nem todo pecado é um crime “finito”. Vamos avaliar as duas possibilidades que citei(observando a consequência e observando o tempo de demora para a prática do pecado). Se observarmos as consequências, o assassinato é um crime irreversível, já que aquele que foi morto continuará morto. Ou seja, logo de início já podemos questionar que os pecados sejam crimes sempre finitos.

O que o neo-ateu pode alegar é que ele está usando uma escala temporal, o que seria completamente absurdo. Um exemplo simples seria o seguinte: Se um juiz punisse dois assaltantes de banco a 5 anos de prisão, duvido que alguém fosse lá reclamar com ele: “Mas Meritíssimo, um dos assaltantes teve um assalto que durou 3 horas a mais que o outro! Você deve dar, por isso, penas menores para o que ficou menos tempo dentro do banco”. Tal atitude seria questionável.

Há uma relação entre a pena e a dignidade da pessoa contra a qual a pena é cometida

Para falar disso, prefiro citar esse trecho do post do blog Filosofia E Apologética:

“Em primeiro lugar, existe um parâmetro clássico de acordo com o qual o grau e a duração de uma pena é diretamente proporcional ao nível de dignidade e valor do objeto contra o qual se cometeu o delito. Assassinar um animal de estimação não tem o mesmo valor que matar uma pessoa e por consequência requer pena mais leve e de duração inferior. Sequestrar um animal de estimação não tem o mesmo peso que sequestrar uma pessoa e por conseguinte requer punição mais leve e de menor duração. Semelhantemente, ofender o Deus infinito requer punição diretamente proporcional: Ou seja, o próprio inferno eterno. “

Isso já explica: Se Deus possui uma dignidade infinita, temos uma pena infinita para aqueles que cometerem crimes contra Ele, e todo pecado é uma ofensa a Deus, sendo todos eles passíveis de uma punição eterna, seguindo o raciocínio citado acima.

Inferno: Punição ou escolha?

Como eu já expliquei no post “O Inferno existe. Logo, Deus é mau“, o Inferno é muito mais uma decisão do pecador em preferir o pecado à graça de Deus do que propriamente uma punição divina. Se eu nego a Deus e prefiro o pecado, a responsabilidade pela ida ao inferno não é de Deus, mas minha, por ter negado a Deus, que nos dá a liberdade de optar pela negação a Ele.

Conclusão

Essa é uma técnica com mais de uma falha: Não há uma definição específica do que seria um ‘crime finito’, a pena se aplica de acordo com a dignidade daquele que foi ofendido e o inferno, mais que uma punição pelos pecados, é uma escolha do pecador. Levantando-se esses três pontos, já temos o suficiente para refutar a técnica utilizada. Sem contar que, mais uma vez, contamos com uma prepotência neo-ateísta que querem julgar a própria fonte de moralidade e Justiça, chamando-o de injusto.

Written by catolicoresp

02/07/2012 at 20:00

Publicado em Técnica