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Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

Archive for the ‘Análise do Ateísmo’ Category

“Imparcialidade” Ateísta

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O neo-ateu é sempre alguém tão imparcial, justo e coerente consigo mesmo nos debates, não é? Bom, não na minha experiência. Eles se mostram totalmente parciais e até incoerentes consigo mesmos nas suas argumentações.

Particularmente, não acho que o vídeo que vou apresentar abaixo consegue ser total no tema proposto por ele: A “imoralidade” Bíblica. Ainda não fiz um post sobre isso, mas vou fazê-lo algum dia. É importante entender que estou expondo esse vídeo mais pela primeira parte dele(do início até mais ou menos 5 minutos), quando ele demonstra toda a parcialidade ateísta nas suas argumentações de um modo bastante engraçado.

Não é um tanto cômico? Os nossos amigos que se dizem racionais, céticos e geniais não conseguem nem ao menos ser imparciais em uma argumentação. A pergunta que fica é a seguinte: Encontrando um neo-ateu com esse comportamento, o que deve ser feito? Simples: Mostrar a farsa e completa parcialidade do argumento neo-ateísta. Se ele insistir nesses argumentos, o melhor a fazer é deixá-lo falando sozinho. Com gente desonesta é simplesmente impossível vencer um debate.

Espero que tenham gostado.

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Written by catolicoresp

09/09/2011 at 14:14

A improbabilidade do Ateísmo

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Vou falar hoje de um tema bastante interessante, que raramente é abordado: A improbabilidade do Ateísmo. Para ler esse post, é necessário ter em mente uma coisa: Eu estou comentando experiências pessoais minhas com ateus e, portanto, as visões generalizadas expostas nesse tópico serão baseadas nessas experiências. Ou seja, toda e qualquer generalização que vocês lerão nesse post(É quase um consenso, eles pensam assim, etc) faz parte da minha experiência com ateus e não estou tentando aplicar uma leitura mental em você. Se você perceber uma crítica a determinado comportamento que eu digo ser comum em ateus e você é um ateu, isso não significa que você tem esse comportamento. Se você não possuir o comportamento criticado, simplesmente releve o comentário. Eu também não vim aqui dizer que o ateísmo é impossível, eu apenas vim dizer que é improvável.

Dada a introdução, podemos seguir para os meus comentários. É bastante comum ouvir ateus dizendo que são racionais ao acreditar no ateísmo(enquanto todos os outros que possuem crenças religiosas são irracionais), que só o ateísmo é justificado e que só o ateísmo faz sentido. Esses ateus normalmente dizem estar 100% certos da inexistência de Deus, por diversos motivos, seja ele o Paradoxo da Pedra, o Problema do Mal, ou qualquer outro tipo de argumento utilizado.

Naturalmente, a primeira reação do Teísta é perguntar quais as evidências dele para dizer que possui 100% de certeza. Ao apresentar técnicas já refutadas, como as citadas no parágrafo anterior, o ateu costuma dizer, então, que é apenas “muito improvável”, algo como “99% de chance” que Deus não exista, embora eu ainda não tenha encontrado sequer um ateu que me demonstrasse como chegou a essa conclusão sem passar por falácias ou por técnicas há muito tempo refutadas(normalmente o neo-ateu ataca um espantalho que ele mesmo criou e sai cantando vitória).

Qual, então, o meu objetivo hoje? Demonstrar que o ateísmo não só vem falhando em nos apresentar evidências – como eu já citei, estou referindo-me a minha própria experiência -, mas mostrar argumentos contra essa idéia tão difundida de que o ateísmo é mais provável, mostrando que, na realidade, ele é bastante improvável.

Vamos começar voltando no tempo, indo aos primórdios do Universo. Atualmente, a Teoria mais defendida entre os cosmólogos para o início do Universo é o Big-Bang, já que a tese de que o Universo é eterno já foi praticamente descartada por parte dos Cosmólogos por diversos motivos, que não tratarei aqui. O que é o Big-Bang? Segundo os ateístas, podemos simplificá-lo mais ou menos dessa forma: Uma explosão do nada com o nada, que gerou tudo o que há no Universo.

Já começamos com um problema. É impossível que uma explosão do nada com o nada gere alguma coisa? De modo algum. Contudo, olhe o quão esquisita essa idéia se torna, ao acreditarmos nela: Você passa a crer, também, que a qualquer momento um elefante pode se materializar no céu assim, do nada. Uma das primeiras perguntas que me faço quando me deparo com neo-ateus que defendem essa postura é me perguntar: Ora, se isso é um caos, porque surgiu um Universo e não um elefante? Ou uma barata? Ou um carrinho de controle remoto? Ou qualquer outra coisa? Isso seria igualmente possível.

Contudo, o nosso problema não para por aqui… Temos uma observação ainda pior para apresentar: Esse Universo veio, por acaso, com as condições perfeitas para a nossa vida. Todas as constantes Físicas foram dadas com o valor exatamente igual ao que era necessário para a Vida Terrestre. Nessa brincadeira, vão mais de 100 constantes (!). Não seria isso uma coincidência irreal? É possível? Sim. Mas é muito improvável! Lembrando que a idéia de que o Universo foi se adaptando com o tempo – algo como a Seleção Natural de Darwin aplicada no Universo – não faz sentido quando aplicada a essas constantes, já que elas não se modificam.

Já tá bastante improvável? Calma, não terminei! Agora nós chegamos à Terra, e para isso vou ignorar as “coincidências” cosmológicas para a  nossa existência – como por exemplo o choque da Lua na Terra, que ajudou a possibilitar a vida terrestre – e vou apenas para a nossa sopa primordial: A tão conhecida sopa que deu origem à primeira célula replicante, que deu origem a todas as demais.

Perguntei uma vez a um evolucionista e ele me disse que seriam necessários cerca de 1 milhão de átomos para formar a primeira célula replicante. Ou seja, segundo o ateísmo 1 milhão de átomos se juntaram aleatoriamente e na ordem exata(isso é muito importante, inclusive) e geraram a primeira vida. Observe isso e veja o quão improvável essa tese é! É possível? É, sim! Mas é como acreditar que você vai ganhar na mega sena umas 50 vezes seguidas, sei lá(esse número foi, sim, imaginário.  Não fiz nenhum cálculo. Pense apenas na improbabilidade disso acontecer).

Conclusão:

É isso. De fato, não fui muito a fundo em nenhum dos pontos, mas a idéia era apenas uma abordagem para mostrar que a idéia que os ateus apresentam de que o ateísmo é mais racional e mais provável que as outras visões não condiz com a realidade, embora isso não demonstre nem de longe que o ateísmo é falso. Como eu mesmo disse várias vezes ao longo do post: Isso é possível? Claro que sim! Mas é muito improvável.

Espero que eu tenha conseguido expressar-me bem. Qualquer dúvida ou refutação, podem fazê-lo nos comentários. Lembrando que trollagens serão simplesmente ignoradas e enviadas à lixeira. Quer trollar? Arranje outro lugar.

Written by catolicoresp

26/08/2011 at 15:38

Ateísmo e moralidade[parte 3]

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Leia Também:

[Parte 1] – [Parte 2]

Bom, já caminhamos do ateísmo até o relativismo moral, e agora chegou a hora de avaliar tal tese e suas consequências. Qual o grande problema com o relativismo moral?

Oras, o relativismo moral nega completamente qualquer tipo de moral. Ao observar o relativismo moral a tua decisão de matar ou torturar alguém ou a decisão de jogar futebol no fim de semana são iguais. Não há distinção entre o amor e o ódio: Os dois são igualmente corretos e bonitos, moralmente falando. Não há diferença entre cuidar bem de uma criança, fazendo-a rir, ou espancá-la até a morte. Isso realmente lhes parece algo coerente e que funcione? Creio que não.

Alguns defendem o relativismo moral afirmando que há casos em que, de fato, a moral é relativa, dando exemplos como esse

Caso 1: Você está andando na rua, um homem vem assaltá-lo e você rouba a arma dele e o mata para defender a sua vida.

Caso 2: Você está andando na rua, vê um homem e mata-o somente por prazer de vê-lo morrer.

De fato, no caso 1 é aceitável que você mate o cara. Afinal, você está apenas defendendo tua própria vida de um atentado contra ela. Contudo, isso não prova o relativismo moral. Afinal, você ainda sabe que o caso 2 é algo moralmente inaceitável(imoral).

Algumas pessoas não compreendem o absolutismo moral. Quando afirmamos que há uma moral absoluta, estamos afirmando que há um jeito certo e um errado de agir, e não que não existem casos relativos. Havendo um jeito correto de agir, nós sabemos que existe uma postura correta de agir perante uma determinada situação. O relativismo moral afirma que não há nenhum tipo de postura correta ou incorreta de agir. Segundo o relativismo moral, seu ato de matar determinada pessoa no caso 1 ou no caso 2 não são distintas, moralmente falando, em nada. Elas possuem igual valor moral. Isso lhe parece correto?

Na verdade, deve ser quase impossível discutir com um relativista moral. Porque? Simples. Você tentará ser honesto com todas as suas forças, pois é o moralmente correto a se fazer. Mas e o relativista? Dê-me um motivo para que um relativista moral seja honesto em qualquer situação! Não há. Para ele não há a mínima diferença entre ser honesto e desonesto.

Já citei as implicações de tais idéias. Mais uma vez, quero frisar o absolutismo moral: Há, sim, casos relativos. Contudo, há uma forma correta de agir! Fazendo uma analogia com números:

Absolutismo moral: Há o 8 e o 80, havendo intervalos entre eles.(certo e errado, respectivamente).

Relativismo moral: Não há o 8, nem o 80. Há somente intervalos entre eles dois.

Não vejo problema no absolutismo moral: Há o certo, o errado, e o que está no meio do caminho(exemplo: Mentira branca. É errado mentir, mas em alguns casos é necessário para fazer um amigo se sentir bem, mas não prejudicar ninguém com isso).

Agora o relativismo moral tira qualquer base para o certo e o errado. Não há problema algum em dizer que há coisas entre o 8 e o 80. O problema é retirar os dois números e dizer que eles não existem: Se não há um parâmetro, como definir a moralidade? Qualquer moral que se espalhe(inclusive a Lei Jurídica) é uma infração à sua liberdade pessoal.

Para finalizar, vou fazer uma comparação entre comentários possíveis de absolutistas morais e relativistas morais:

Absolutista moral: “Eu sei que há um certo e um errado em cada situação. Dessa forma, tento fazer sempre o que é correto, pois é o que devo fazer. Matar e roubar, por exemplo, são atitudes moralmente incorretas e não devo praticá-las por saber que são imorais.”

Relativista moral: “Não existe um certo e um errado. Dessa forma, devo basear-me nas minhas próprias opiniões para realizar o que bem entender. Matar e roubar, por exemplo, são coisas corretas se eu quiser fazê-los. Contudo, é imoral me roubarem ou me matarem, pois essa é a minha opinião. Também acho que a minha opinião deve prevalecer sobre a opinião dos demais, mesmo que eles discordem disso. Afinal, isso não é, segundo minha visão de mundo, incorreto. Acho, também, que posso realizar todo e qualquer crime previsto na Lei Moral, já que considero que ela não existe. Posso desrespeitar qualquer Lei Jurídica, desde que não seja pego.”

Conclusão:

O Relativismo Moral tem implicações terríveis, e acho que ninguém aceita tais implicações exatamente porque sabem que há uma Moral Absoluta a ser seguida. Não consigo acreditar que realmente existam pessoas que considerem a tortura de crianças a mesma coisa que o amor. Se houver alguém que pense assim creio que a maioria concordará comigo que esse indivíduo está com sérios problemas e precisa se tratar. O ateísmo leva ao relativismo moral. E as consequências desse relativismo são simplesmente horríveis de se conceber.

Mais uma vez, quero frisar que não estou aqui para dizer que os ateus são moralmente piores(ou moralmente melhores) que os religiosos. Eu somente estou fazendo um paralelo entre as opiniões deles e as consequências de tais opiniões. Mas isso não significa que o ateu ache que matar é correto ou tão bom quanto amar uma pessoa. Também não estou dizendo que os ateus são imorais por natureza: Longe disso. Não me entendam de modo incorreto.

Written by catolicoresp

10/06/2011 at 14:13

Ateísmo e moralidade[parte 2]

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Leia também:

[Parte 1] – [Parte 3]

Bom, dando continuidade à parte 1, esse post é para nos mostrar o caminho do ateísmo até o relativismo moral. Antes de mais nada, é importante ter conhecimento sobre o que é o relativismo.

O relativismo geral é a corrente que afirma que não há verdade absoluta. Bom, já temos um problema na definição do relativismo geral, por ele ser falso em si mesmo. É bastante fácil rir de alguma idéia que venha nos dizer que “é verdade absoluta que não existe verdade absoluta”. Observando a falsidade da idéia, os ateus costumam adotar apenas o relativismo moral.

E o que diz o relativismo moral? Simplesmente afirma que não há Lei Moral! Não há um certo e um errado, há somente opiniões distintas. Por exemplo: Masturbação não é moralmente errado, somente algumas pessoas e suas opiniões dizem isso. Indo além, também afirma-se que roubar não é errado, somente nossa cultura diz isso.  E indo mais longe: Matar não é moralmente errado, é somente a nossa cultura que nos diz isso. E, não nos esqueçamos, não é moralmente bonito amar ou fazer caridade: Somente nossa cultura afirma isso. Ou seja, o relativismo moral diz que não há Lei Moral(ou Lei de Deus).

Após essa definição breve, algumas pessoas se perguntam: “Porque diabos esse católico maluco diz que os ateus precisam acreditar no Relativismo Moral?”. Em primeiro lugar, eu não digo que eles precisam adotá-lo. Eu digo simplesmente que não vejo sentido que eles não adotem essa postura. Porque? É o que veremos no resto deste post.

Vamos pensar do início. Nós temos 2 opções:

  1. Dizer que não há uma moral absoluta, aterna e imutável.
  2. Dizer que há uma moral absoluta, eterna e imutável.

Não é necessário dizer que os Teístas acreditam em [2], não é? Mas e os ateus? No que acreditam? Ou mais: O que faz mais sentido para um ateu acreditar? Vejamos os dois…

1. Não há uma moral absoluta, eterna e imutável.

Essa é a postura normalmente adotada por ateus e a consequência dessa postura é o relativismo moral, conforme esclareci acima. E as consequências do relativismo moral serão avaliadas na parte 3.

2. Há uma moral absoluta, eterna e imutável.

Como falei acima, os Teístas não tem nenhum problema ao acreditar em nisso: O próprio Deus determinou a moral como ela é e assim estamos.

Mas e o ateu? Para ter essa crença ele precisa se embasar em algo, e não pode ser nada sobrenatural, já que ele nega a existência de seres sobrenaturais.

Até agora recebi essas explicações para a existência da moralidade, segundo o ateísmo:

A) A Evolução nos fez assim.

B) O que determina a moral é a sociedade.

A) A Evolução nos fez assim

Essa, até certo ponto, faz sentido. De fato, algumas coisas de nossa moral podem ser explicadas se olharmos a Evolução. Contudo, nem todas.

Vou dar um exemplo: Pense em alguém se afogando, ou extremamente machucado(sendo atacado, por exemplo, por um tigre). O que tua moral lhe diz? Que vá e o salve. Porém evolutivamente falando não é nem um pouco sábio salvar tal pessoa: Você vai estar arriscando a sua vida por um completo desconhecido em troco de nada. No fim das contas, a única coisa que lhe ocorre, pensando na evolução, é que você corra para salvar a tua pele.

E outro exemplo ainda mais simples: O estupro. Se pensarmos na Evolução como determinante da moral deveríamos considerar o estupro algo bom, algo moral. Porque? Simples: Quanto mais pessoas você conseguir manter relações sexuais, mais seus genes se espalham. E, evolutivamente falando, passar nossos genes adiante não é exatamente a nossa função? Ou seja, observando a Evolução o estupro não seria somente permitido, mas seria recomendado. E acho bastante claro que o estupro não é algo moralmente correto, não é?

Dessa forma, a Evolução falha em tentar explicar a moral.

B) O que determina a moral é a sociedade

Ao afirmar isso o ateu acaba de entrar em conflito com o que ele mesmo concordava: “Há uma moral absoluta, eterna e imutável.”. A sociedade muda, então a moral não seria imutável. Ou seja, tal afirmação nos leva mais uma vez ao Relativismo Moral, já que cada sociedade tem o direito de criar sua própria moral de acordo com seus próprios valores, desconsiderando a existência de qualquer moral absoluta.

Conclusão:

Para um ateu, é necessário crer no relativismo moral, até onde consegui discutir e observar. Eles falham em todas as suas tentativas de explicar a moral, sempre resultando no Relativismo Moral, e qualquer ateu que tenha uma postura distinta das que citei sinta-se livre a expô-la aqui para que possamos ver sua validade. Mas e qual o problema com o relativismo moral? Porque não acreditar nele? É isso que veremos na parte 3.

Written by catolicoresp

07/06/2011 at 14:53

Ateísmo e moralidade[parte 1]

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Leia também:

[Parte 2] – [Parte 3]

Decidi falar de um assunto polêmico, e por isso vou dar uma breve explicação antes de falar mais, ou então podem ficar com a impressão de um preconceito por minha parte.

Esses posts, que serão lançados nos próximos dias, não visam denegrir a imagem dos ateus(ou neo-ateus) como seres morais. Sim, acredito que ateus são e podem ser seres tão bons, ou até melhores, moralmente quanto qualquer outra pessoa de qualquer outra religião. Esse post não vem dizer que ateus não possuem moral, e é importante ter isso em mente ao ler.

Será um post com 3 partes:

Parte 1 -> Introdução, com leve explicação sobre moralidade.

Parte 2 -> Do Ateísmo até o relativismo moral.

Parte 3 -> Análise do relativismo moral.

A parte introdutória é importante para separar as Leis de Deus(ou Lei Moral, termo que decidi adotar) das Leis dos Homens(ou Leis Jurídicas, termo que decidi adotar). Tendo plena consciência da diferenciação dessas duas Leis, não creio que esse post terá muita relevância para a compreensão das Partes 2 e 3.

A Lei Moral é, como vinda de Deus(será melhor discutida na parte 2), imutável ao longo do tempo. Ou seja, algo que é moralmente incorreto será moralmente incorreto sempre.

Contudo, a Lei Jurídica não é imutável, e vem da mente dos homens como forma de obter uma convivência melhor. Ou seja, a Lei Jurídica pode ser modificada, ela é perfeitamente mutável.

Alguns exemplos para a diferenciação da Lei Moral e da Lei Jurídica:

  1. Aborto/Pesquisa em Células tronco embrionárias: É moralmente incorreto(conforme argumentei, respectivamente, aqui e aqui), porém são legalizados em diversos países do mundo. Ou seja, está incorreto de acordo com a Lei Moral, mas não está incorreto de acordo com a Lei Jurídica.
  2. Assassinato: É moralmente(Lei Moral) incorreto e legalmente(Lei Jurídica) incorreto. Ou seja, há, de fato, diversas situações nas quais a Lei Jurídica e a Lei Moral coincidem.
  3. Atravessar o sinal vermelho: É legalmente proibido atravessar o sinal vermelho. Contudo, não é necessariamente imoral. Caso haja a vida de alguém em risco, esse ato pode ser caracterizado como imoral(pois põe a saúde de outra pessoa em risco). Contudo, se estivermos em uma rua deserta, sem ninguém por perto e sem risco para ninguém, o ato de atravessar o sinal vermelho só é incorreto perante a Lei Jurídica, não sendo caracterizado como uma atitude imoral.

E assim vamos, podendo citar diversos outros exemplos nos quais as Leis Morais e Jurídicas são iguais ou distintas. Dados esses exemplos acredito que a diferenciação entre as duas esteja bastante clara. Nesse post não houve nada polêmico, acredito, mas os próximos poderão gerar um pouco mais de irritação em algumas pessoas, mas isso não é algo com que se preocupar, já que praticamente qualquer coisa que eu escrever por aqui gerará irritação a alguém.

Conclusão:

Embora haja diversos aspectos nos quais a Lei Moral e a Lei Jurídica coincidem, elas são coisas diferentes. Saber determinar tal diferença é essencial para os próximos posts, já que eles estarão se referindo à Lei Moral e não à Lei Jurídica. Dessa forma, qualquer um que tenha tido alguma dúvida referente a essas definições peço que informem aqui, para que evitemos problemas nos posts seguintes.

Written by catolicoresp

05/06/2011 at 17:33