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Apenas defendendo minha fé, e cético em relação aos ateus

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Técnica: O homem é inocente pelo seu mal

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Cansados de criticar a Igreja e dizer que ela é a  fonte de todo o mal, agora o neo-ateísmo também decidiu atacar o próprio Deus, colocando a culpa de tudo o que ocorre na Terra nas mãos de Deus e, por isso, Deus seria mau. Como isso é feito? Assim:

  • Deus sabia que o homem faria uso de seu livre arbítrio
  • Logo, o homem não tem culpa dos seus erros(pois Deus que nos deu a liberdade de escolha)
  • Portanto, Deus é o culpado de todos os males ocorridos na Terra.
  • Logo, Deus é mau.

Bom, quero começar com a parte final: A existência do mal na Terra não significa que Deus é mau, como já vimos no Paradoxo de Epicuro. Metade da argumentação já foi pro saco… E a outra metade? O homem é ou não culpado pelas suas escolhas?

Ora, pensemos bem… Se eu lhe dou uma faca e lhe digo: Não use-a para matar nenhuma pessoa(ou para qualquer outro tipo de maldade). Você vai lá e o usa para praticar o mal. A culpa é minha? Que tipo de absurdo é esse? Te dei a faca para que você caçasse e não morresse de fome(por exemplo), se você faz um uso ruim da faca que lhe dei, a culpa não é minha. É sua.

Obviamente, nesse caso, eu não sabia que você faria isso, como Deus sabe. Contudo, isso ainda não resolve o problema de que foi você que fez a escolha. Deus te deu a liberdade de escolha e lhe recomendou que a usasse para praticar o bem. Se você não segue a recomendação a culpa é sua, não de Deus.

Mesmo que Deus saiba que nós vamos praticar o mal isso não significa que Ele tenha a obrigação de impedir(conforme explicado no Paradoxo de Epicuro) e muito menos que você não tenha culpa. Afinal, tantos outros possuem a mesma liberdade que você, mas a usam de forma diferente? Tantos outros possuem a mesma liberdade de matar alguém, mas ainda assim não matam? Mesmo que Deus saiba o que essas pessoas escolheriam(ou escolherão), isso não livra elas de ter escolhido. Logo, não as livra da culpa.

Conclusão

Eu sempre tentei entender essa técnica, mas ela nunca fez muito sentido. Parece mais um argumento de gente que quer simplesmente se esquivar da culpa mesmo, e não de gente que realmente acha isso. Não vi sentido nenhum no que é apresentado por essa técnica.

O próprio argumentador que defende ela já explica que ele tem a liberdade de escolha que, de fato, foi dada por Deus. Mas isso não faz com que Deus tenha tomado as escolhas por você. Acho que já consegui explicar o problema do raciocínio a esta altura, então vou finalizar o post por aqui mesmo.

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Written by catolicoresp

30/12/2011 at 18:00

Paradoxo de Epicuro ou O Problema do Mal

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Eu pensei em fazer um post(talvez mais de um, dada a relativa complexidade do assunto) sobre o Problema do Mal, mas aí pensei: Oras, se eu for escrever sobre isso vou usar o William Lane Craig pra me ajudar, com toda certeza. Fui atrás de vídeos dele no youtube e descobri que é muito melhor que eu poste dois vídeos dele(que, somados, dão cerca de 15 minutos) que eu escrever tudo aqui em posts longos e que, com certeza, não terão a mesma eficiência que Craig para explicar a solução.

Portanto, hoje vou deixá-los com esses dois vídeos que, inclusive, recomendo que vejam na mesma ordem que estou postando, porque o segundo vídeo não apresenta muito bem o argumento, embora o explique muito bem. É exatamente por isso que coloquei dois vídeos distintos: Para o primeiro, achei que a apresentação do Problema do Mal estava melhor que o do segundo. Contudo, achei a explicação do segundo vídeo mais esclarecedora.

Apenas uns últimos comentários:
No segundo vídeo, eles comentam do debate de Craig e Hitchens… Acho que era o debate do primeiro vídeo, mas não tenho certeza… Se alguém puder confirmar, eu agradeço.

Também é interessante notar que o Craig chama a atenção para a ridicularização que o neo-ateísmo usa para disfarçar alguns pseudo-argumentos, e é importante estar atento a isso e desmascarar todo tipo de fraude que eles cometerem, mesmo que pareça algo de menor importância.

Por último, chamo atenção que o Craig cita o Paradoxo da Pedra de forma indireta(em 1:37 até 1:50, segundo vídeo) como exemplo de coisas impossíveis… Percebam que ele nem se incomoda com o suposto problema, tamanha a falta de credibilidade do argumento.

Written by catolicoresp

29/12/2011 at 18:00

Técnica: O Inferno existe. Logo, Deus é mau.

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Essa técnica é bastante utilizada para questionar a bondade de Deus. Segundo eles, o inferno é ruim e Deus manda pessoas pro Inferno. A conclusão que segue, supostamente, é a de que Deus é mau.

O que acho estranho, a princípio, é que nós chamemos a própria fonte da moralidade(e se Deus existe Ele é a fonte da moralidade) de imoral, mas relevemos isso para a discussão que farei a seguir.

Logo de início, precisaríamos saber como é o Inferno… Coisa que não sabemos. Sabemos que é ruim, sim, mas não sabemos o que exatamente ocorre. O Inferno pode ser a simplesmente deixar de existir… Ou mesmo somente um lugar onde você pode viver com seus pecados, coisa que não é possível no céu.

Ou seja, já de início temos um problema pra dizer que Deus é, efetivamente, mau pelo próprio desconhecimento de como é o inferno… Mas suponhamos o pior: Um lago de fogo no qual só  há sofrimento. Agora nos falta, para definir que Deus é mau, saber os critérios de Deus.

Se nos foi dado o livre arbítrio, temos liberdade de escolha e, justamente por isso, cometemos pecados. Até o final, podemos escolher se preferimos abandonar o pecado e nos unir a Deus ou se preferimos o pecado e não renunciamos a ele. É justamente essa escolha que Deus vê para tomar a decisão: Se escolhemos abandonar o pecado, Ele nos concede o céu. Se nós preferimos o pecado, então Ele nos deixa escolhê-lo e ir para o Inferno.

Como exatamente nos dar a completa liberdade de escolher o que queremos é maldade? Não é Deus que nos manda ao Inferno, mas nós mesmos escolhemos nosso destino.  Para não nos obrigar a seguí-lo, Deus nos deixa escolher entre abandonar ou não o pecado, e a escolha cabe a nós. No fim das contas, não é Deus que nos condena, mas nós mesmos. Ao contrário, Deus apenas nos salva, pois nossos pecados não nos deixariam ir ao Paraíso com Ele, mas sua misericórdia permite que Ele nos purifique do pecado para que possamos fazê-lo.

Objeção: Deus poderia não ter criado aqueles que iriam ao Inferno

A princípio, parece uma boa ideia, mas na prática não é. Pensem comigo: O livre arbítrio é a liberdade de escolher entre o bem e o mal… Se Deus elimina as pessoas que escolhem o mal, mesmo que só em uma circunstância, como elas iriam escolher? Dessa forma, seria o mesmo que só dar opção de ir ao céu, ou seja, as pessoas criadas não teriam verdadeiramente o livre arbítrio, pois desde o princípio não haveria dúvidas de que elas obrigatoriamente iriam para o céu, ou então elas nem existiriam.

De fato, elas manteriam a liberdade de escolher entre o bem e o mal na Terra e depois se arrepender, mas elas não poderiam escolher o pecado ao invés de Deus. Ou seja, uma parte do livre-arbítrio não existiria, pois ela não teria como escolher entre céu e inferno, já que qualquer um que fosse escolher o inferno não viria a existir. Se Deus queria o livre arbítrio, não poderia não criar as pessoas que iriam ao  Inferno.

Conclusão:

A crítica até faria sentido, se a nossa condenação fosse uma escolha de Deus. Deus quer salvar todos nós e exatamente por isso Cristo pagou os nossos pecados na cruz. Ele nos dá a liberdade de escolha. Quem preferir o pecado, pode ficar com ele. Quem preferir a Deus, irá com Ele. Felizmente, não entramos no céu por nossos méritos – pois se fôssemos medir nossos méritos não entraríamos -, mas pela misericórdia de Deus que nos purifica do pecado para que possamos ser salvos.

Ou seja, a condenação é feita por nós mesmos, que não queremos ser perdoados. Contudo, a Salvação só ocorre por meio de Deus.

E o pedido de não criar as pessoas que iriam ao inferno para evitar o seu sofrimento não faz sentido, pois seria o mesmo que acabar com o livre-arbítrio. Tal como na imagem no início do post, uma das portas seria fechada… Como você teria escolha entre elas?

Written by catolicoresp

26/12/2011 at 19:00

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Técnica: Deus não tem noção da relação custo-benefício

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Essa técnica é bastante engraçada sobretudo pelo seu próprio uso por parte dos neo-ateus que a usam como uma tentativa de ridicularizar o Teísta. Ela é bastante simples: O neo-ateu se depara com o  imenso tamanho do Universo e compara-o com a Terra, por exemplo, e diz que somos estupidamente pequenos. Dessa forma, Deus não teria noção da relação custo-benefício: O Universo seria muito grande para que apenas nós vivêssemos nele. A conversa pode vir mais ou menos dessa forma:

  • NEO-ATEU: Ah, esse seu Deus só pode ser um completo retardado. Pra que criar um Universo tão grande se nós só precisávamos do Planeta Terra para viver? Ele não tem noção da relação custo-benefício não?

Qual o problema com essa técnica? Simples: Para haver uma relação custo-benefício é necessário que haja custo. Qual o custo de Deus? Ele não gasta dinheiro, Ele não se sente cansado – pois não tem energia, já que o cansaço só faz sentido se houver gasto de energia -, Ele que criou a matéria… Ou seja, a crítica do neo-ateu não faz sentido, pois não há nenhum custo, para Deus, envolvido no processo de criação do Universo, fazendo com que a relação custo-benefício não tenha sentido  nenhum.

O máximo que já vi alguns neo-ateus refutarem se refere ao Gênesis quando há a afirmação de que Deus descansou no 7º dia, ou seja, ele poderia se cansar. A única coisa que precisa ser feita aqui é lembrá-lo que o Gênesis não precisa ser literal, conforme o neo-ateu deseja, mas eu não preciso adotar essa atitude simplesmente porque há um neo-ateu exigindo que eu o faça. Se o neo-ateu considera o Gênesis um livro literal, então ele(e aqueles que concordarem com ele) que arque com essas consequências, mas peço que me deixe fora dos pensamentos dele: Eu não tenho a obrigação de adotar a defesa do Gênesis literal, pois não defendo essa postura.

Conclusão:

O máximo efeito que essa técnica pode provar são as risadas, mas nada além disso. A relação custo-benefício só pode ocorrer se há algum custo. Se não houver custo, não pode haver uma relação custo-benefício, estando refutada a crítica do neo-ateu.

Written by catolicoresp

23/08/2011 at 15:48

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Técnica: Desafio Divino

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Apresento hoje uma técnica já bastante conhecida: O Desafio Divino. Ela consiste em exigir algo de Deus e se Deus não agir, então Ele não existe. Para dar um exemplo mais concreto: O neo-ateu está com fome e, então, vira e diz: “Se Deus existir, Ele vai fazer uma pizza aparecer na minha frente agora!”. Vendo que a pizza não aparece, o neo-ateu quase surta(nunca entendi o porque disso) e chega à conclusão de que Deus não existe(ou a probabilidade de Deus existir é baixa).

Agora o erro aqui é bastante simples: O neo-ateu quer colocar Deus como o servo pessoal dele, que faz o que o neo-ateu bem deseja e quando ele deseja. A primeira pergunta é: O neo-ateu realmente se considera superior a Deus? O neo-ateu realmente crê que está em condições de mandar em um ser Onipotente, Onisciente e dono de tudo? Como falei, o erro é simples! O neo-ateu simplesmente inverte a relação de serventia tradicional no Teísmo/Catolicismo.

Ao observar um Teísta tradicional, ele terá plena consciência de que Deus é superior e nós somos seus servos, e não o contrário. Dessa forma, fica bastante simples perceber que Deus não está sujeito aos nossos caprichos, e nem aos caprichos de um neo-ateu qualquer. O neo-ateu é(ou deveria ser) servo de Deus, e não o contrário. Deus é superior ao neo-ateu(e a qualquer outro homem), então não tem sentido fazer uma exigência a Deus, e faz ainda menos sentido esperar que Deus obedeça a exigência dele.

Bastaria, então, que Deus decidisse, por seus motivos, que não queria realizar o pedido do neo-ateu. Assim sendo, a não-obediência de Deus significa que… Deus não obedeceu. E nada além disso. Pode ser que Deus não queira fazê-lo porque irá prejudicar o neo-ateu ao invés de ajudá-lo, porque interferiria no livre-arbítrio do neo-ateu, ou por um outro motivo qualquer que desconhecemos, mas uma coisa é fato: Deus pode, se quiser, desobedecer qualquer homem que lhe faça uma exigência.

Fiquei tentando pensar em um exemplo por mim mesmo, mas simplesmente não consegui pensar em algum bom o suficiente, dessa forma usarei o do Snowball, nesse post(que, inclusive, leva o mesmo nome que o meu):

Vamos ilustrar com um caso banal: imagine que existam dois coleguinhas de uns oito anos em um parquinho. Um deles não aceita de jeito nenhum que o outro acredite que têm um pai está vivo. Aí, para resolver a questão, ele diz: “Se seu pai existe, que ele venha aqui me dar uma surra então! Se ele é adulto, ele deve ser forte o bastante para isso! E aí, será que ele vai conseguir?”

Mas é claro que o pai teria razões morais suficientes para não aceitar esse desafio estúpido. Possivelmente ainda iria desprezá-lo por completo, por ser algo completamente imaturo.

Com esse exemplo, percebe-se claramente que Deus, assim como o pai da situação, pode ter suas razões para não aceitar o desafio.

Conclusão:

Essa técnica só pode vir de alguém bastante ingênuo ou desonesto. Ou é ingênua a ponto de não entender que Deus é superior ao homem, ou é desonesto a ponto de simplesmente fingir que esse fato não existe. No fim das contas, a solução é bastante simples em ambos os casos: Lembre o neo-ateu da hierarquia que coloca Deus como superior ao homem, e não o contrário. Assim, a técnica é derrubada facilmente.

Written by catolicoresp

12/08/2011 at 15:54

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Técnica: Não há infinito real, e Deus é infinito. Logo, Deus não existe

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Mais uma técnica que demonstra uma certa falta de conhecimento neo-ateísta acerca de Deus. Como baseia-se essa técnica? Com uma argumentação como essa:

  1. Não há infinito reais
  2. Deus é, por definição, infinito;
  3. Logo, Deus não pode existir pela sua própria definição.

A lógica do argumento está impecável, então qual o problema? Temos que avaliar as premissas:

1. Não há infinitos reais:

Não vejo como objetar essa afirmação: De fato, não há infinitos reais! Não conseguimos ter algo infinitamente grande ou uma quantidade infinita de bolas, pois o infinito é meramente um conceito imaginativo! Não estando aqui o problema, é necessário que a segunda premissa possua algum equívoco para que a lógica falhe. Assim sendo, prossigamos para a premissa número 2.

2. Deus é, por definição, infinito:

Ora, quem nunca ouviu alguém dizer que Deus é infinito? Ou seja, aqui não pode estar o erro! Ou será que poderia? Qual seria o erro da segunda premissa?

Não é um erro complexo, na verdade é bastante simples: Infinito não é propriamente uma característica de Deus, não há dedução de nenhuma característica como “infinitude” nos atributos divinos.

Então o que as pessoas que tão displicentemente dizem que Deus é infinito querem dizer? Estariam elas erradas? Não, elas não estão erradas. O termo infinito é meramente um termo guarda-chuva: Ele representa todas as características de Deus(Onisciência, Onibenevolência, Onipresença, …). Ou seja, ao dizer que Deus é infinito elas na verdade englobaram as características de Deus em um único termo, que não é propriamente uma característica divina.

Tendo caído a segunda premissa, a conclusão não segue e a argumentação falhou.

Conclusão:

Refutar essa técnica é algo que se pode fazer com uma relativa facilidade, uma vez que basta demonstrar que “infinitude” não é uma característica de Deus, e o termo infinito usado para caracterizá-lo não passa de um termo guarda-chuva que engloba diversas características.

Written by catolicoresp

05/08/2011 at 15:32

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Técnica: Ciência/Deus nas lacunas

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Imagino que quase todos(senão todos) conhecem a expressão “Deus nas lacunas”. Antes de ver a técnica em si, vamos à definição de Deus nas lacunas.

Deus nas lacunas seria a tentativa de Teístas em colocar Deus nas coisas que a Ciência não explicava. Como assim? Simples. Via-se um determinado fenômeno, como por exemplo a chuva, e não tinha-se nenhuma explicação para aquilo. Dessa forma, eles concluíam que Deus havia feito aquilo.

Agora sim vamos à técnica. O que seria a Ciência nas lacunas? Algo parecido com o Deus nas lacunas. O neo-ateísmo atual usa-se muito disso. Ao ver que as coisas estão ficando feias  pro lado deles, o neo-ateu vira pro Cristão e diz algo do tipo: “Ah,  isso a Ciência ainda vai explicar, pode ficar tranquilo”.

Onde essas afirmações são  mais frequentes? Em debates de Design Inteligente contra Evolução, por exemplo. O Teísta que defende o Design Inteligente apresenta algumas falhas na Evolução, às quais o neo-ateu responde dizendo que a Ciência pode ainda não ter explicado, mas irá explicar com o passar do tempo.

Qual o problema disso? Afinal, a Ciência já não mostrou que diversas coisas antes não explicadas agora são explicadas? Porque essas não podem ser explicadas futuramente? Observe que não estou dizendo que o problema nunca irá ser resolvido, eu disse que não é possível que se afirme algo do tipo “A Ciência há de explicar”. E digo isso por um motivo bastante simples: Isso impossibilita discussões.

Por exemplo, o ateu diz: “A Ciência há de provar que Deus não existe”. O Teísta vira para ele e responde: “A Ciência há de provar que Deus existe”. Acho que agora o problema está mais esclarecido. Atualmente, essa técnica vem sendo usada com bastante frequência, e cabe ao Teísta desmascarar o neo-ateu que tenta utilizá-la. Ao meu ver, o modo mais simples e eficiente de fazê-lo é simplesmente repetir na mesma moeda, conforme o exemplo citado nesse mesmo parágrafo, pois o neo-ateu fica sem ter o que dizer: Fica a palavra do Teísta contra a dele.

Daí é só pedir que o neo-ateu se atenha aos fatos que nós temos, e não aos que desejamos ou que possivelmente venhamos a ter.

Written by catolicoresp

29/07/2011 at 09:22

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